Luiz Carlos Prates – 19/06

Tem cura         

Tudo bem, entendo, as pessoas não gostam de admitir suas loucuras, suas leviandades, seus defeitos, suas dependências, suas fragilidades… Não gostam. Só que não…

Sem admitir nossas fragilidades, dependências, vícios, o que for, nunca vamos sair do atoleiro em que nos encontramos. O primeiro passo para sairmos de um atoleiro moral, existencial, de qualquer sorte, é ter consciência do atoleiro… E o segundo passo é querer sair dele. Com essas duas virtudes, consciência e vontade, vencemos qualquer desafio, qualquer.

Dou logo um exemplo, a “dependência” às redes sociais, ao celular na palma da mão. O celular, como telefone que é, devia servir, basicamente, para passarmos e recebermos mensagens úteis, necessidades mesmo e não essas estultícias de todos os dias e momentos. Veja bem, o brasileiro foi considerado, em estudos internacionais, o povo mais “conectado” do mundo, isto é, o povo que mais vive e depende do celular na palma da mão. Para trabalhar, para estudar, para mandar dizer à mãe que está tudo bem? Qual nada, para passar e receber mensagens vazias, estúpidas, monumental perda de tempo diário.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o brasileiro passa “conectado” por 4 horas e 48 minutos por dia, líder mundial nessa formidável asneira moderna. E ninguém me vai dizer que essas quase cinco horas são de estudos e negócios alinhavados ou fechados. Ora bolas…

O segundo povo mais conectado é o chinês, já bem abaixo de nós, 3 horas e 3 minutos; e os americanos na terceira posição, 2 horas e 37 minutos. Quer dizer, chineses e americanos, bem acima de nós em desenvolvimento econômico, educacional, científico e tudo o mais, ficam menos tempo com o estúpido celular na palma da mão… Isso tem preço? Claro que tem, quanto mais tempo olhando para o celular, quanto mais mensagens idiotas, como essas que são trocadas o dia todo pelos abobados, menos tempo para o crescimento pessoal e profissional.

Com uma única hora bem usada desse tempão todo perdido com o celular na palma da mão, qualquer um pode se tornar um especialista no assunto que for, pode se tornar pessoa agradável de ser ouvida, pode se tornar “perigosa” no trabalho tamanho o conhecimento e as informações dispostas na mente… Mas não… Os coitados vão para cama à noite com o celular na cabeceira, acendendo e apagando a nojenta luz azulada das mensagens para o nada… Depois se queixam de ansiedade, estresse, depressão, tudo… Desliguem o celular e a cura será instantânea. E o primeiro passo para a sabedoria estará dado…

 

PAIS

Pais não devem ter pena nem resistências a que os filhos de menor idade trabalhem. Bem-educados, os jovens vão responder bem, estudando e trabalhando, e sem essa de que a lei não permite. A lei sobre nossos filhos nós as fazemos, era só o que faltava o incentivo à vadiagem. Os grandes construtores de patrimônios e marcas começaram a trabalhar de calça curta, nada lhes tirou pedaços. Já os filhos da classe média “bundinha” fica coçando até, até, até… E nada…

 

LANCHES

A manchete diz tudo: – “Latam passará a cobrar por lanches em voos”. E por que não? Por que privilégios aos que querem encher o bucho dentro do avião? Daqui ao Rio dá mais ou menos 1h30m, por que comida de graça? De ônibus são 20 horas e nem pipoca eles comem. Por que os vagabundos aéreos querem mimos? Ao trabalho, vadios.

 

FALTA DIZER

Os selecionadores do RH não dizem mas o que mais tira candidatos de vagas de emprego são piercings, tatuagens, cabelos desalinhados, roupas “daquelas” e excesso de bronzeado. Ah, não vale, copiaram a minha empresa…

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