Luiz Carlos Prates- 21/06

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Ela, de novo

Tenho 56 anos de atividades como jornalista, muitos anos só no rádio, no rádio mais competitivo que você possa imaginar: o rádio esportivo. Você não tem ideia da “carnificina” que é a disputa pela escala nos melhores jogos em emissoras como as em que me criei: Rádio Guaíba e Rádio Gaúcha, de Porto Alegre. Estive nessa por 30 anos. O rádio esportivo me fez conhecer o mundo e a vida. O rádio é um grande companheiro, mas…

Foram incontáveis os meus momentos de furor, de histeria raivosa na disputa, na luta e no enfrentamento de “sujeiras” de chefes e colegas. – Ah, coitadinho, foi vítima, ora, coitadinho…! Não, nunca fui coitadinho, fui otário, isso sim. Mas o assunto é outro.

Como disse, tive incontáveis acessos de fúria, de ódio, mas nunca… depressão. Depressão? Como é que se escreve isso? E por que não depressão? Porque sempre gostei, sempre foi o que mais quis na vida, narrar jogos de futebol e estar lá em cima na escala de narradores. Depressivos não têm vaga no rádio esportivo. E por que estou dizendo isso? Porque, mais uma vez, fiquei furioso.

Peguei o jornal, um jornalão de São Paulo, e lá estava, em página inteira, e mais uma vez, esta manchete: – “Hora do Pesadelo – Brasil fica em segundo lugar no ranking dos países que mais perdem dinheiro com a depressão no trabalho”. Santo Deus, mais uma vez essa desgraçada depressão em manchete? Mais uma vez. Então, vamos lá.

Li a reportagem toda, nada de novo para mim, não apenas por ser “especialista” no assunto, não apenas por ser psicólogo e muito vivido, mas… Não admito depressão no trabalho. O trabalho é um energético, um revigorante das nossas quedas eventuais na vida, o trabalho nos dá uma identidade, um círculo de amigos, nos dá sobrenome, nos faz, enfim, ser gente…

Os que se deprimem no trabalho só trabalham pelo dinheiro, o que nunca foi meu caso; se fosse, não seria jornalista, nunca, nunca, nunca… As pessoas não gostam do que fazem, em razão disso não se qualificam, não crescem, não têm horizontes, sonhos, metas, apenas vão e voltam do trabalho. Isso cansa, aborrece, “deprime”. Mas não é depressão, é desencontro e aborrecimento pelo fazer o de que a pessoa não gosta. Quem gosta do que faz, quem “casa” com seu trabalho, carreira, pode ter altos e baixos, nunca depressão. A saída dessa depressão é fácil: achar uma paixão profissional e com ela casar. Quem não souber disso, merece depressão.Quando será a próxima reportagem sobre depressão? Que saco!

 

Religião

Há uma religião (religião?) que faz saudação ao seu deus com estas palavras – “Bendito sejas Tu… Rei do Universo, que não me fizeste mulher”? E eu digo, obrigado, vida, obrigado por nunca me teres colocado no caminho um boçal desses… Claro, e têm  os que fazem o sinal da cruz dizendo – Pai, Filho e Espírito Santo – onde está a mulher nessa jogada? Se houver “Alguém” lá em cima, esse Alguém só pode se chamar Maria… Machinhos de uma figa.

 

Ele

O cidadão completou 100 anos no asilo, há muitos anos por lá, desovado pela família. No dia do centenário dele, visita surpresa: muitos familiares foram cumprimentá-lo. Ah, canalhas! Se gostam tanto do cidadão, por que o abandonaram, canalhas? Vale para todos os que fazem isso com seus pais ou avós.

 

Falta dizer

Os Dias Eram Assim? E eram bem melhores. Ademais, por que os imundos incendiários da esquerda não contam do porquê de os militares ascenderam ao governo? Lembro bem das bandeiras vermelhas, e o que eles queriam. Fogo!

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