Luiz Carlos Prates – 22/05

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O rebanho dos infelizes

Essas histórias são um “porre”, cansativas, repetitivas, um saco mesmo, mas… São histórias humanas, precisam ser contadas para que acordem à maioria… Quase sempre, as pessoas costumam se lembrar do “santo” só quando troveja, é tarde…

Acabei de ler na revista Caras uma declaração de um “famoso” ator de novelas, preservo-lhe o nome, jovem ainda, 60 anos… Ele passou por um grande susto, foi diagnosticado, não faz muito tempo, com uma doença brava, daquelas que fazem a pessoa tremer sobre os sapatos. Diagnóstico feito, era iniciar o tratamento, rezar muito e crer. Foi o que ele fez. Parece que deu certo, foi dado agora como curado. Mas eu não viria a este assunto não fosse o que ele disse na entrevista. Disse o seguinte:

– “E como me foi dada oportunidade (de curar-se), parei para pensar nas coisas triviais, banais, cotidianas. É acordar e olhar o passarinho, o pôr-do-sol, essas coisas…”. Que bizarro.

Tenho comigo, no meu arquivo temático, inúmeras declarações “exatamente” iguais a essa do ator. As pessoas precisam tropeçar, levar um tombo para se lembrar de que faz bem prestar atenção cotidiana à vida, observar os passarinhos, o sol, as flores, celebrar a família, os pequenos bens do cotidiano, enfim.. A maioria não vê nada disso. Estupidez pura. Vem dessa “cegueira” a maior dose da infelicidade humana, ficamos presos aos costumes ditados pela maioria, valorizando o que o “rebanho” dos tapados valoriza. Gratidão é uma palavra acolhida por poucos, gratidão ao ar que respiram, ao pão que comem, à água que bebem, aos sapatos que calçam, à liberdade de ir e vir, a tudo e por tudo, gratidão. Essa gratidão quase elimina o sentimento de culpa das pessoas quando elas, por uma razão qualquer, veem-se numa situação de sofrimento. Reconhecer nossas bênçãos diárias é obrigação de nós todos, só que não… Vivemos suspirando pelo que não temos e nem nos damos conta de que não precisamos, mais das vezes, desse desejo ou sonho buscado. A felicidade veste roupas simples, não se dá bem nos “conformes” do grande rebanho dos estultos, afinal, o Cristo deixou muito claro: – “Muitos serão os chamados, poucos os escolhidos”. Esse “muitos” significa todos, a todos será dada a oportunidade da vida simples e feliz, todavia, poucos se dão conta disso e por isso chegam à felicidade. O tal ator descobriu onde está a felicidade, depois de quase perder a vida. Mais um…

 

Felicidade

Em minhas palestras, costumo dizer que a felicidade se pode “resumir” em alguns bens, posto que, mesmo sem eles, possamos ser felizes, afinal, a felicidade não precisa de nada senão de uma decisão pessoal. A felicidade pode ser resumida em – saúde, família, trabalho, amigos e liberdade. O mais é complementar e até dispensável, mas vá dizer isso aos rebanhos? É esperar, eles vão descobrir isso quando tiverem a corda no pescoço, ah, vão…

 

Imagens

As câmeras de rua mostraram tudo. O ataque de um homem em São Paulo cuja mulher não o queria mais, depois de apanhar dele por… 17 anos. O sujeito foi ao trabalho da mulher, ela tentou fugir, ele correu atrás dela na rua, pegou-a pelos cabelos, ela caiu e ele a chutou com fúria várias e várias vezes, só não morreu porque outras mulheres intervieram… Todavia, as câmeras mostraram cinco ou seis homens parados olhando, nenhum covarde saiu em defesa da mulher, são os machos de hoje. Covardes impotentes.

Falta dizer

Nenhuma “Previdência” será suficiente boa para a pessoa que não souber respeitar o dinheiro, “conhecê-lo”, controlá-lo e investi-lo desde cedo na vida. Fora disso, é velhice pobre e muito sofrida. 

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