
Céu e inferno
Incontáveis até agora foram os escritores, poetas, pensadores, filósofos que já escreveram que – “Cada um de nós tem um céu e um inferno dentro de nós”. Então vamos por partes.
Antes de mais nada, claro que você sabe que não existe, nunca existiu, céu nem inferno, ambos são invenções humanas, de um lado para assustar e levar o “rebanho” à obediência, e de outro para levar à esperança de uma vida feliz, pelo menos depois da morte, o que é, convenhamos, uma conversa mole que nem criança acredita… O propósito religioso foi muito claro: prometer uma eternidade para quem fosse para o céu, isto é, os obedientes sem descortino, os tolos, os tansos, os abobados… E de outro lado mandar para as labaredas eternas os pecadores, os que desobedecessem aos “poderosos” da Terra. Tudo bem pensado, uma formidável lorota.
Agora uma coisa é certa: Há, sim, um céu e um inferno dentro de nós, e tudo começa nos pensamentos, que acabam virando ações. Fazemos todos os dias e ao longo da vida burrices, graves tolices que depois nos vão tirar o sono, isto é, jogar-nos no inferno. No nosso inferno interior, inteiramente criado por nós, por nossas ações. Mas temos também anjinhos dentro de nós, isto é, céu… Fazemos, algumas vezes, boas ações, sentimos prazer em ajudar alguém, em aliviar sofrimentos alheios, temos, sim, querubins no coração.
E falando sobre céu e inferno, é bom lembrar que não foi por outra razão que os humanos das histórias mais antigas criaram as figuras de Eros e Tanatos dentro de nós, o bem e o mal, o anjinho e o capeta. Quem nos condena ao inferno ou quem nos dá o céu somos nós mesmos. Agora, vamos convir, é uma benção esse livre-arbítrio, fica por nossa conta nossos bens e nossas perdas. A propósito, quantas vezes hoje, por exemplo, nos condenamos ao inferno por coisas que fizemos, pensamos, dissemos ou nos omitimos? E não são essas as clássicas formas de “pecar”? E quem nos manda fazer isso? Nossa cabeça, nosso caráter. E quantas vezes hoje desejamos boa sorte a alguém, beijamos por amor, ajudamos um ser humano ou animal numa necessidade? Será que hoje ficamos mais tempo no céu ou no inferno? Nós decidimos, somos os deuses de nossas vidas… Que responsabilidade! Mas é bom, assim não temos a quem culpar senão a nós mesmos.
ELAS
Mexeu com uma, mexeu com todas? Conversa mole, mexeu com uma, mexeu com uma… As mulheres não jogam o jogo coletivo por elas mesmas. Ficam do lado dos toscos impotentes. As mulheres deviam reagir, por exemplo, a muitos comerciais de televisão. Acabo de ver dois deles. No primeiro, uma mulher sofrendo no “vaso”… com hemorroidas. E no comercial seguinte, uma mulher com unhas infectadas, pretas de fungos, um horror. E as estatísticas dizem que os homens sofrem mais de hemorroidas e têm mais unhas podres que as mulheres, todavia… Elas são usadas e não reagem, trouxas. E eles, poupados.
ASAS
Felicidade incomum foi o que senti ao receber o Diploma de Membro Honorário da Força Aérea Brasileira, foi terça-feira, na celebração dos 76 anos da Base Aérea de Florianópolis. Um escudo na lapela, um diploma nas mãos e uma certeza no coração: as asas e a farda simbólica que me realizam. Obrigado, companheiros da FAB. Obrigado Comte. Antônio Ferreira de Lima Júnior.
FALTA DIZER
Que falta de respeito, rádios catarinenses transmitindo jogos de clubes de outros estados, um tempão jogado fora, tempo que bem podia ser “catarinense” sobre aspectos culturais de que estamos a precisar. Gente que vive no tempo do Fla-Flu…
































