
Modos de crescer
O ser humano tem três modos de crescer: por dentro, por fora e por dentro e por fora. Não sei se foi a minha formação em Psicologia, se foi o exercício do Jornalismo por tantos e tantos anos ou se foi mesmo o meu espírito bisbilhoteiro, mas observo muito as pessoas. Elas podem tentar enganar o Papa mas vai ser difícil me passar a perna… Não digo passar a perna nos negócios, no jornalismo, nesse caso, muitos já me passaram a perna, bah, só eu sei… Verdade que na hora eu sabia que estava sendo “conversado” mas fiquei quieto, e quem cala, consente…
Como disse, observo muito as pessoas e não me sobra mais qualquer dúvida: é extremamente difícil uma pessoa crescer por dentro e por fora. Quando alguém cresce por dentro, moralmente, de modo a ter uma percepção adequada e calma da vida, não costuma crescer por fora, ganhar atenções, dinheiro, ser, enfim, “famoso”… Quem cresce por dentro vive em paz. O diacho é que não conheço ninguém assim…
O que mais se vê é gente que chegou a uma certa “fama”, ganhou dinheiro, sentou-se, enfim, na cadeira dos chamados bem-sucedidos, por fora… Ser bem-sucedido por fora é o primeiro passo para a depressão, para as loucuras na vida e, não raro, para morrer bem mais cedo…
Como disse, especulo vidas… Leio sobre padres, monjas, meditadores, gente que devia andar quase pisando nas nuvens de tanta felicidade, mas… Andam rangendo dentes num inferno mal dissimulado, pessoas que por fora posam de crentes, por dentro ardem nas infelicidades da mentira. Não digo da mentira intencional, mas da mentira da fé, uma fé da boca para fora. São pessoas que aparentemente cresceram por dentro, mas não passam de graves equívocos.
Crescer por dentro, ter uma cabeça na paz da verdadeira fé, saber-se um mortal bem encaminhado para as bem-aventuranças “eternas”, por favor, me diga, por onde andam essas pessoas? Nunca as conheci.
Falsa fé nos lábios ou muito dinheiro, sucesso, fama por fora, são os caminhos mais curtos para os desesperos emocionais… É o que mais vejo por aí. Falsos crentes, infelizes; e bem-sucedidos, quase loucos. Ser feliz é para poucos, é para os que não pensam nos efêmeros da vida ou são honestos em rejeitar todas as falsas verdades de uma fé assentada sobre o nada. Padres e monjas, esotéricos e “quase santos” ardendo a língua de infelicidade? Sim, mas a primeira razão dessas encrencas é a falsa fé, a certeza do nada/futuro que eles têm…
Trouxas
Idiomas são chaves que abrem portas muito emperradas… Quem tiver desembaraço qualificado em Português e ainda aprender um segundo idioma, bah, se torna uma pessoa admirável. E quem não pode? O que mais vemos são celulares na palma da mão o dia todo para bobagens, só bobagens… Bem que podiam ser usados para os jovens melhorar ou “aprender” a se expressar em Português e em outra língua. Tudo de graça, fácil, imediato. Por que não? Porque são trouxas, abobados… Só por isso.
Velhos
Conheço alguns “velhos” que passam o dia todo com o celular na mão só recebendo e passando bobagens aos outros. Que vidas vazias, que desesperos. E ainda me tentam convencer que são modernos e que isso é melhor que olhar para a parede. Coitadas das pessoas vazias, que vidinhas sem tempero. Nunca ouviram falar em livros…
Falta dizer
Todos os que foram pobres e mais tarde fizeram muito dinheiro, descobriram a “pólvora” da vida: o dinheiro nos resolve quase todos os problemas materiais e nenhum emocional. Quer dizer, a paz/felicidade está mais perto da pobreza…
































