
Emburrados não dançam
Uma amiga contava às outras que a mãe dela andava insuportável, rabugenta, chata, desagradável, numa depressão asquerosa… Mas de tanto ouvir de uma irmã dela, tia da moça, aconselhando a rabugenta a reagir e, sobretudo, a entrar num curso de danças de salão, que ela acabou cedendo. Matriculou-se num curso de dança de salão e… Milagre de Roque Santeiro, a rabugenta reviveu, esgarçou sorrisos, anda saltitante e não aguenta esperar pelas aulas de dança. A dança cura tudo, disse uma das garotas do grupo ao ouvir o relato da amiga.
Negativo. Não é a dança que cura, até pode curar, o que cura, todavia, é a “cuca fresca”, a cabeça ocupada, o relacionamento com pessoas, o “compromisso” assumido, é isso o que cura. E em razão disso, é verdadeiramente uma estupidez ouvir um homem, por exemplo, dizer que está contando as horas para a aposentadoria, é um perdedor existencial. Salvo, é claro, que ele diga isso para iniciar uma nova jornada, num trabalho ou ocupação que lhe seja um entusiasmo de vida. Nesse caso, seja o que for, haverá saúde, felicidade…
Muitos dos nossos amuos na vida vêm do trabalho… Do trabalho de que não gostamos, do trabalho gemido, do trabalho de que dele tiramos apenas o ganho financeiro, o salário. Já disse aqui miríade de vezes que quando trabalhamos só pelo salário, ganhemos o que ganharmos, seremos sempre mal pagos.
Os casamentos alegram muito pouco os casais, são, mais das vezes, uma chatice, um pra lá outro para cá debaixo do mesmo teto, insuportável… Ora, se o casamento é um céu nublado e o trabalho um sacrifício, o que pode sobrar de alegria? Podem sobrar os perigos das danosas tentações. Bem sabemos…
Dançar ou ocupar-se a pessoa com algo fora dela traz todos os benefícios à mente e, por conclusão, ao corpo. Não há saúde no corpo se a cabeça não estiver “razoavelmente” descansada. Pessoas que se aposentam do trabalho ou que se dão por velhas e vão ficando cada vez mais em casa, abrem a porta para todos os males, o primeiro deles o acabrunhamento, a perda do entusiasmo por quase tudo. Sair da toca, da concha, é sair para o ar livre da vida. Saia, leitora, não fique esperando pelo fim de semana para ir almoçar fora… O almoço pode não se realizar ou ser uma droga pior que o seu aborrecimento de agora. Claro, vale para o leitor. Asas. “Dançar” com a vida faz voar.
Ordem
Quero dizer, isto é, ordem para todos, para todos incondicionalmente. E estou falando sobre salas de aula. Ordinários e ordinárias, não os quero chamar de vagabundos e vagabundas, não podem ser tolerados em nada de suas indisciplinas: suspensões, “pagamentos” dos delitos ou expulsões sumárias. Ou as professoras e professores voltam a ter autoridade em sala de aula ou, ou não sei mais o que esperar, além deste fundo de poço moral em que nos encontramos. Ferro nos ordinários.
Pais
Você sabia, tem que saber, que o Brasil é o pais das Américas onde mais se perde tempo com questões disciplinares? Uma falta de respeito total, e quase tudo impune. Sim, mas e os pais desses ordinários de sala de aula, não vão ser “punidos”, chamados à cinta? Que conversa é essa de não educar e de mandar suas crias demoníacas para as professoras? Ferro, já!
Falta dizer
No ato de assinatura da matrícula dos filhos, todas as escolas deviam fazer uma pequena palestra para os pais. Em resumo: “A criança não difere dos pais no comportamento ostensivo. Eduquem! Ou aqui não ficarão”. Só isso.
































