Perda de tempo
Já falei aqui da Lei Natural, a lei que rege a nós todos por igual, seja pobre ou seja rico, tenho diploma ou seja um caipira lá do meio do mato todos somos iluminados pela Lei Natural. Já falei disso aqui, mas tenho uma razão por que voltar ao assunto.
A Lei Natural, você sabe, é a lei que nos orienta “naturalmente” a todos e por igual, isto é, todos sabemos o que é certo e o que é errado, por exemplo. Aliás, as leis nem deviam ser escritas, devíamos ter apenas o código de aplicação de penas aos fora-da-lei. – Ah, mas não é bem assim, Prates! É mais do que assim. Antes de depenar o assunto, preciso dizer que esta minha irritação se deve a um movimento que os bombeiros gaúchos produziram para a temporada de verão. Um dos bombeiros, falando em nome da programação de verão no litoral gaúcho (vale o mesmo para nós por aqui) disse que – “Bandeiras vão delimitar área de banho segura nas praias”. Baita perda de tempo.
Os vagabundos irresponsáveis, os machinhos mimimis, nem olham para as bandeiras, vão aonde não devem, se afogam, dão trabalho aos salva-vidas e custam caro à Previdência nos cuidados posteriores, em muitos casos. Muitos e muitos se afogam por atrevimento e pura irresponsabilidade; não merecem pena. Foram avisados. E era aqui que eu queria chegar. Vai ser um tétrico horror o trânsito catarinense (e mais uma vez) neste verão que se aproxima… Agora me diga, será por falta de sinalização nas estradas? Será por culpa dos carros?
Em todos os lugares por onde andamos há “sinais”, avisos de conduta devida, mas… Os abomináveis nem aí, fazem o que querem e não admitem censura. A mínima censura ou é preconceito ou “fobia” de qualquer tipo ou discriminação… Um somatório de desculpas idiotas, não raro, aceito pelos da “justiça”. Por onde quer que andemos vamos encontrar “bandeiras” de respeito e educação a seguir, é como que uma Lei Natural criada pelos humanos, mas… É para bem poucos. Diante disso, que se abram mais vagas nas delegacias e que o Zé do Porrete seja chamado para trabalhos “temporários”… Chegamos a um ponto máximo dessa estupidez dos “meus direitos”. Meus direitos só se comprovadamente a pessoa for, em tudo, cumpridora dos deveres, irretocavelmente. Fora disso, ferro, não é mesmo, Zé?
ELA
Conheço várias e várias histórias parecidas, uma delas de uma brasileira que ficou famosa. Este último caso vem de uma irlandesa que em manchete disse – “Peguei HIV na minha primeira relação sexual”. Agora, permita-me uma pergunta: – Primeira relação? Com quem? Com que grau de confiança, de “certeza”? Desculpe-me, querida, a culpa foi tua. Vivo dizendo isso, vais confiar na pessoa pela imagem, pelo nome, pela aparência, ah, faça-me o favor!
HORROR
Um horror a falta de pudor dos que vão a velórios de pessoas famosas para tirar selfies, só por isso, o resto é mentira descarada. Era preciso que alguém controlasse isso e pegasse pelo pescoço esses atrevidos que se escondem atrás da falsa admiração para postar nas redes sociais a sua exibição junto ao cadáver. Gentalha mesquinha. Pegá-los, de jeito…
FALTA DIZER
E agora ouça esta outra, me diga se tem cabimento… Secretaria de Saúde, Rio de Janeiro: – “Diagnósticos de Aids em crianças mais do que dobram no Rio de Janeiro”. De quem é a culpa, das crianças? Ou não será de pais irresponsáveis e que deveriam ser severamente punidos? Mas quem vai puni-los, a escumalha?
































