Chiodini deixa secretaria, MDB rompe com o governo e mira 2026

Carlos Chiodini, que ocupava o cargo de secretário de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, deixou o posto e voltou a atuar como deputado federal. A decisão não é apenas administrativa, é eminentemente política.

O movimento deixa explícito o desgaste na relação entre o MDB catarinense e o governador Jorginho Mello, e marca um reposicionamento estratégico da sigla com vistas às eleições de 2026.

Presidente estadual do MDB e vice-presidente nacional do partido, Chiodini justificou a saída como necessária para se dedicar integralmente às articulações políticas e eleitorais. O pano de fundo, porém, está na frustração emedebista com a decisão do governador de fechar acordo com o Partido Novo e lançar o prefeito de Joinville, Adriano Silva, como pré-candidato a vice-governador, espaço que o MDB considerava natural ocupar, dado o histórico de aliança e o controle de três secretarias estratégicas.

A nota divulgada após reunião do diretório estadual, em Florianópolis, deixa pouco espaço para dúvidas: o MDB passa a construir projeto próprio, inicia conversas com outras legendas e orienta seus filiados a se afastarem de cargos no Executivo estadual. Ao mesmo tempo, busca preservar a imagem de responsabilidade institucional ao garantir apoio, no Legislativo, a projetos de interesse do Estado.

Na prática, o gesto sinaliza independência e serve como recado político claro: o MDB não aceitará papel secundário na sucessão estadual. Ao retirar seus quadros do governo, o partido se descola de decisões impopulares futuras e ganha liberdade para negociar alianças. O tabuleiro de 2026, ao que tudo indica, começou a ser rearrumado bem antes do calendário eleitoral.

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