A fatia não foi cortada, há tempo!

Li certa vez (não lembro quando e sequer o nome do autor) que fatiar a passagem do tempo em anos foi a melhor das ideias. Concordo, amo a possibilidade de terminar um ciclo e iniciar outro. “Ano novo, vida nova”, como dizem. Porém, percebo que as pessoas consideram a fatia cortada cada vez mais cedo, antes mesmo de a faca ser tirada da gaveta.

“Ah, é novembro já, deixa para o ano que vem”. E o ano que vem… Vem devagar. Na verdade, ele chega de fato lá por fevereiro. Quase três meses de nossas vidas em que escolhemos apenas existir ao invés de viver.

Na semana passada uma amiga sugeriu esse tema para uma crônica. Depois daquilo fiquei “encucada”. Já fiz isso em muitos momentos e acredito que você também o tenha. “Deixa a dieta para o ano que vem”. “Deixa a academia para o ano que vem”. “Deixa o curso para o ano que vem”. Deixa a vida para o ano que vem.

Passamos novembro esperando dezembro. Passamos dezembro esperando o Natal e a virada do ano. Passamos janeiro lamentando o fim do recesso e quando fevereiro chega dizemos: “nossa, piscamos e quase estamos na Páscoa”. Não piscamos, esperamos enquanto preciosos segundos de grandes possibilidades se desvaneciam como a areia do tempo soprada pelos ventos do destino. O tempo dançou a nossa volta e ficamos lá, negando a possibilidade de aprender o ritmo da valsa.

Depois dessa chamada para a realidade, coloquei em movimento alguns projetos de bem-estar e parei de piscar. Vou lhe dizer que faz bem ter algo a mais a vislumbrar em novembro além de seu fim.

A faca ainda permanece na gaveta, a fatia durará por mais de um mês. Há muita vida para ser vivida entre hoje e janeiro. O melhor lugar é aqui, o melhor momento é agora, pois tudo com o que podemos contar é uma dádiva chamada: momento.

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