Gosto de companhia, as pessoas são minha inspiração cotidiana, meu combustível. Mas faltaria com a verdade se não admitisse que o silêncio me agrada profundamente. Para mim, casa vazia não representa solidão, mas uma oportunidade para estar comigo mesma, sem distrações, sem convenções, sem obrigações.
Na verdade, desde a infância, sempre precisei de um tempo sozinha para recobrar o equilíbrio. Dei a sorte universal de me apaixonar por alguém que entende isso. Meu noivo e eu brincamos que “tal dia” da semana é o “dia da Jana”. Com isso, quero dizer que ele vai jogar futebol enquanto fico em minha própria companhia. Pensando “cá com meus botões”, como diz minha nona.
Por vezes sou uma mente divertida, em outras sou um pé no saco, nessas oportunidades meu coração sempre acaba por lavar toda a roupa suja com o cérebro, tem ainda aquelas noites em que meus “eu’s” interior e exterior querem apenas assistir a um filme, mas o dia favorito é quando meu corpo, mente e alma decidem em conjunto beber uma taça de vinho com todo e qualquer aparelho da casa desligado. Sério, sinto a paz chegando do infinito para dentro do meu peito.
É só mais uma daquelas esquisitices, uma atitude boba que faz toda a diferença na vida. Se você nunca tentou, tente! Talvez você odeie a sensação, mas talvez, assim como eu, ela será a oportunidade que faltava para você equilibrar corpo e mente em meio ao caos cotidiano. Apenas tente.

