Ovos aumentam o risco de infarto?

Não, esta não é uma crônica sobre saúde. Ou melhor, até “é”, mas se refere à saúde mental da mãe de um bebê de um ano e oito meses que descobriu as maravilhas que habitam o interior da geladeira.

Então, neste caso específico, a resposta para a pergunta que figura como título deste desabafo em forma de crônica é: sim, eles aumentam! Explico.

Na semana anterior a esta, tivemos uma parada pedagógica no município, o que significou um dia sem aulas. “Muito que bem, problema nenhum”. Me preparei para passar a data com o meu “furacãozinho”, bem feliz, diga-se de passagem. Porém, havia um compromisso sem possibilidade de adiamento, uma reunião on-line, por assim dizer.

Para tal, lancei mão do artifício das telas… momento em que descobri um fato curioso: ele ficou parado por meros cinco minutos em frente à TV, talvez por não estar habituado a tal.

Sorte que também havia disponibilizado panelas, tampas, e utensílios de cozinha “inofensivos” antevendo que as telas não dariam conta total do recado. Até que deu certo, mas o que não previ foi o fato de que ele tentaria, de fato, cozinhar um alimento real: ovos… 15 deles, para ser mais exata.

Enquanto estava na reunião, ele foi até a cozinha, “normal”, pensei comigo. Eis que ele volta e profere a palavra: “mamãe” – um chamado comum de quando me pede atenção.

Foi ao olhar na direção do meu “pedacinho de gente” que obtive o conhecimento do quanto ovos podem aumentar o risco de infarto. Ao perceber a frigideira lotada e sustentada pelas mãozinhas dele em um ângulo bastante perigoso para a sobrevivência do meu tapete da sala de estar, proferi um sonoro: MEU DEUS DO CÉU! E completei: “só um minuto”.

Corri! Corri de forma bem ágil, algo que poderia ter levado a uma lesão muscular sedentarismo que experimento neste momento da vida, sorte que meu corpo lembrou de quando jogar futebol era algo do cotidiano. Graças a essa memória muscular, cheguei antes dos ovos se espatifarem no chão, mesmo assim, quatro deles não resistiram à investida culinária do meu filho!

Um pouco desatenta, retomei a reunião enquanto lidava com uma incômoda arritmia cardíaca. Então, queridos leitores, afirmo pela terceira vez neste mesmo texto: sim, ovos podem aumentar o risco de infarto!

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