Após uma noite de sono ruim (grávida tem dessas coisas), acumulei um grande número de sonhos e pesadelos, dor no pescoço, dor de cabeça e uma lição em meio ao caos.
Pouco antes de acordar estava envolta em um sonho confuso, foleava algum livro cheio de gravuras e não lembro do texto ou da capa. Também não tenho ideia sobre o tema, eu, na verdade, não estava entendendo “nadica de nada”.
Recordo apenas que segundos antes de abrir os olhos, cheguei à última página e ela estava completamente em branco. Acordei!
De imediato, consegui pensar apenas no desfecho do sonho: após várias páginas confusas, uma em branco. Entendi o recado como sendo um sinal de que, apesar da noite mal dormida, nem tudo estava arruinado naquele dia, afinal, eu tinha uma página em branco para preencher.
E não é essa a vida? Por mais fora dos trilhos que esteja, todas as manhãs, ao acordamos, temos a chance de preencher um capítulo inteiramente novo. Há esperança, por mais confuso que tudo pareça.
Agora, levanto todos os dias pensando naquela folha em branco, não é uma loucura? Modéstia a parte, acho que meu subconsciente mandou bem!

