A gente promete que não se repetirá, vai ser mais cuidadosa ano que vem, anota na agenda, memoriza a data e, quando chega na hora, o cérebro faz “blé”. Eu adoro uma música chamada Certos Amigos (Expresso Rural) cuja parte da letra diz: “Se cada estrela no céu é um amigo na terra; a força do acaso do encontro é uma constelação”. E, nesse caso, a constelação se deu nos bancos da faculdade de jornalismo. Pouco a pouco, nosso quarteto se formou: Lili, Adri, Jana Pi e Jana Po (euzinha) (agora, você pergunta: Jana Pi e Jana Po? Sim, vem dos nossos sobrenomes, Picolli e Possamai. Porque além de termos o mesmo nome, nossos sobrenomes começam com a mesma letra e o jeito foi colocar a vogal junto).
Mas, vamos ao que interessa, a incapacidade compartilhada por esse grupo de amigas que deu nome à crônica. Nós nos amamos, de verdade, não nos encontramos com frequência (cof, cof), mas torcemos umas pelas outras mesmo à distância (e bota distância nisso, Lili, inclusive, tá morando do outro lado do oceano, em Portugal), agora, nem por decreto papal a gente consegue lembrar dos aniversários umas das outras. E o apagão costuma ser geral. Ou seja, a única que sabe do aniversário é a própria aniversariante, ou quando Deus ajuda, a Adri. Se a Adri lembrar a gente tá salva, caso contrário, ferrou. Como foi nessa semana, porque era, justamente… o aniversário da Adri (eu estou rindo enquanto escrevo, mas é de nervoso).
Dois dias depois, “a bonita” manda do grupo assim: “Passando só pra lembrar do meu aniversário, que foi dia 18”. Me caíram os butiá do bolso, juro! Mas, por outro lado, a gente tá tão acostumada ao esquecimento, que todo ano é uma emoção: elas vão lembrar? Elas vão esquecer coletivamente? Quem vai lembrar primeiro? Cria uma expectativa sabe, é quase uma roleta russa (rindo de novo, de nervoso).
Adri tentou uma nova estratégia, que vamos colocar à prova no próximo aniversário (é o meu), ela mudou a descrição do grupo para colocar os nossos nomes e a data de aniversário de cada uma, em ordem cronológica (continuo rindo de nervoso… porque acho que a gente vai conseguir esquecer mesmo assim).
E sabe, as mensagens que se seguem a esses acontecimentos são sempre ótimas. Acho que não poderia existir prova melhor de que amizade é um dos sentimentos mais lindos do mundo. O aniversário a gente não lembra, mas é cada orgulho dessas “muié” que dá. Jana Pi e Adri são mamães, profissionais e mulheres poderosíssimas. Lili tá desbravando terras europeias com aquela coragem, competência e carisma que são só dela. Não posso prometer dar parabéns na data certa, mas prometo que vocês são inspirações pra mim.

