Vinhos

Vinho: Muito mais que uma simples bebida

O vinho é, sem dúvidas, uma das bebidas alcoólicas mais antigas e, por isso, a mais carregada de senso cultural. 
O vinho sempre esteve de alguma forma vinculada à história do homem, seja por ser uma bebida com sabor e personalidade próprios, ou pelos benefícios que traz à saúde. Importantes civilizações antigas, como os egípcios, os gregos e os romanos, além dos hindus, utilizavam vinho como remédio para o corpo e para a alma. Registros históricos mostram que o uso medicinal do vinho pelo homem tem sido uma prática feita, há mais de 2000 anos.
Quanto ao teor de vitaminas, o vinho contém pequenas quantidades destes compostos, como vitaminas A, C e as do complexo B (B1, tiamina; B2, riboflavina e a B12, cianocobalamina), além de minerais, especialmente potássio e ferro, e de carboidratos. E uma garrafa de vinho pode conter em torno de 750 Kcal.
Nos últimos anos tem se discutido o uso do vinho como alimento funcional. É um tema polêmico, que gera muitas discussões, principalmente no que diz respeito ao consumo excessivo de álcool.
Nesse contexto, é fundamental que todos tenham a clareza que os benefícios do vinho são nas seguintes situações: quando bebido com moderação, durante as refeições, regularmente e por pessoas que não apresentam contraindicações ao consumo de bebidas alcoólicas. Estes benefícios são atingidos pela presença dos polifenóis, principalmente nos vinhos tintos, que têm um potente efeito antioxidante e de ação antibiótica.
Mas a questão de discutir se o vinho é um alimento ou uma bebida alcoólica vai além dos seus benefícios à saúde. Essa discussão reflete no preço pago pelo vinho. A cadeia produtiva por si só já apresenta uma alta carga tributária, além disso, o fato de o vinho ser classificado tributariamente como bebida alcoólica incide sobre ele uma sobretaxação. Nos países da União Europeia, EUA, Chile, entre outros, o vinho é classificado como alimento. Com isso, é menor a incidência de impostos. No Brasil, não se trata de alimento (menor tributação), nem de um produto ordinário (tributação normal), mas sim de artigo de luxo ou que representa dano à saúde (sobretaxação).
A intenção de classificar o vinho como alimento funcional não é de incentivar o consumo excessivo da bebida, mas sim aliviar a pesada carga tributária que acaba enfraquecendo o consumo interno em relação aos concorrentes. O vinho como alimento poderia viabilizar uma camada maior da sociedade brasileira a consumir uma bebida que é cientificamente comprovada mais saudável e com inúmeros benefícios a saúde humana.
O consumo de vinho no Brasil é extremamente baixo, em torno de dois litros por ano per capita. Poderíamos crescer dez, vinte vezes mais se as pessoas passassem a consumir regularmente o vinho como um complemento alimentar. E ao bebê-lo regularmente, promover benefícios a saúde.
Faça do seu alimento, seu medicamento. Bons Vinhos!

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