Você sabia que parte das terras da cidade mais alemã do Brasil foi colonizada por um pequeno grupo de imigrantes italianos? Em meio às casas enxaimel e ao sotaque germânico que moldam a identidade do município, existe uma história quase escondida, mas profundamente emocionante.
Há 150 anos, famílias italianas atravessaram o oceano em busca de esperança e encontraram, nos morros e vales de Pomerode Fundos, bem na divisa com Timbó e Rio dos Cedros, um novo lar.
Eles enfrentaram o desconhecido, abriram estradas na mata, ergueram casas com muita técnica, cultivaram a terra em terrenos íngremes e criaram tradições que sobreviveram ao tempo. Entre cantos natalinos, rezas em italiano e festas comunitárias, deixaram marcas que ainda hoje ecoam na memória dos descendentes.
Neste especial, convidamos você a mergulhar nessa narrativa de coragem e pertencimento. Uma narrativa que mostra como, mesmo em minoria, os italianos ajudaram a tecer o mosaico cultural da região, revelando que Pomerode, mesmo sendo a “cidade mais alemã do Brasil”, soube reservar um capítulo especial para essa história. Uma saga de fé, trabalho e tradição que merece ser contada e celebrada.
Da Itália ao Vale do Itajaí: a chegada dos imigrantes italianos em Santa Catarina
Em 1875, um novo capítulo começou a ser escrito na história de Santa Catarina. Após décadas de colonização alemã, que iniciaram em 1824 e consolidaram núcleos como Blumenau (1850), Dona Francisca (1850) e Brusque (1860), foi a vez dos italianos atravessarem o Atlântico em busca de terras e oportunidades. Vindos principalmente do Trentino e de regiões do norte da Itália, esses imigrantes deixaram para trás vinhedos devastados por pragas, a crise da produção de seda e um sistema semifeudal que os mantinha como meeiros em pequenas propriedades.
A promessa de “terras em abundância” e a possibilidade de se tornarem proprietários atraiu centenas de famílias para o Brasil. Diferentemente dos Estados Unidos, onde a política imigratória exigia rápida aculturação, o Brasil oferecia espaço para que os estrangeiros mantivessem sua língua, seus costumes e sua fé. Santa Catarina, ainda marcada por vastos sertões despovoados, tornou-se destino preferencial.
Os primeiros italianos chegaram à Colônia Blumenau em 1875, passando por comunidades como Indaial e Timbó, antes de se estabelecerem em Rio dos Cedros e Rodeio e uma pequena parte de Pomerode. Em Timbó, dois barracões serviam de abrigo temporário para os recém-chegados, que logo precisavam enfrentar a dura realidade: terras distribuídas em áreas montanhosas e pouco férteis, distantes das sedes coloniais e das vias de comunicação.
Ainda assim, com perseverança, construíram casas, abriram estradas e firmaram relações comerciais com os colonos alemães, trocando produtos e aprendendo a conviver em meio às diferenças culturais.
Entre despedidas e esperanças
A história da imigração italiana em Santa Catarina e no Vale do Itajaí é marcada por despedidas dolorosas, decepções iniciais e conquistas que hoje se transformam em orgulho e tradição. Em Pomerode e arredores, famílias vindas do Tirol Austríaco e do Trentino deixaram suas raízes para enfrentar o desconhecido.
O escritor Aquilino Stolf, descendente desses colonos, compartilha detalhes que revelam o impacto dessa travessia e a força que moldou gerações. “Eles se viram obrigados a sair por causa das grandes dificuldades de sobrevivência. A terra era pouca, não dava para alimentar famílias com oito ou nove filhos. Muitas vezes a alimentação se resumia à polenta e repolho, o que levava à doença chamada pelagra. Crianças morriam cedo, mulheres faleciam no parto. Era um drama diário”, relembra.
Além da escassez de alimentos, atividades como a produção de vinho e a criação do bicho-da-seda também foram comprometidas por doenças. Sem alternativas, a propaganda da imigração para a América surgia como promessa de uma vida melhor. Folhetos distribuídos nas vilas anunciavam terras férteis e apoio do governo brasileiro.
“Era um drama sair do ‘paiselo’, deixar avós, parentes e até filhos pequenos. Muitos não podiam viajar. A decisão envolvia fé e consulta ao padre, que era visto como a voz de Deus na Terra. No fim, meus parentes decidiram partir: pai, mãe, três filhos homens e duas meninas. Três outros ficaram para trás”, conta o escritor.
A viagem foi longa e dolorosa. Os imigrantes partiram de Trento, seguiram de trem até Milão e depois até Le Havre, na França, onde embarcaram rumo ao Brasil. Segundo ele, foram 36 dias sobre o mar até chegar à América, com paradas em Santos antes de seguir para Santa Catarina.
“Eu imagino a despedida deles da terra, da Europa, quando entraram no navio. Tiveram que deixar para trás toda a sua história, todo o seu passado. O livro que escrevi conta esse drama: desde a propaganda imigratória, as divergências familiares, até a chegada aqui. Não só da minha família, mas de um grupo de trentinos que veio até a região”, explica.
Ao desembarcar em Itajaí, os colonos eram levados a galpões e depois encaminhados para a colônia Blumenau. De lá, seguiam em canoas ou vapores pelo rio Itajaí até encontrar lotes de terra. Mas não havia estradas nem casas prontas: era preciso abrir picadas na mata e construir choupanas de pau a pique cobertas de palha.
Apesar da decepção inicial, logo perceberam a fertilidade da terra. A produção crescia rapidamente, mesmo com a disputa constante com animais silvestres. Assim, conseguiram prosperar e deixar um legado que chega à quarta geração.
Em Pomerode, os italianos se estabeleceram principalmente no bairro Pomerode Fundos. Famílias como Bonatti, Perini, Taffner, Nardelli, Turinelli, Cristofoletti e Nicolodelli marcaram presença na região. A convivência com os alemães trouxe tensões religiosas, católicos e luteranos, mas também trocas culturais.
“Quanto aos costumes, eu acredito que um dos costumes que os italianos deixaram e que os alemães também acabaram aceitando é o consumo de polenta. Até hoje ainda fazem a festa da polenta. Os alemães tinham suas festas, como o tiro ao alvo, mas os italianos eram mais caseiros, faziam bailezinhos em casa. No fim, todos gostavam de festejar”, recorda Stolf.
Ao refletir sobre os 150 anos da imigração italiana, Aquilino Stolf destaca o orgulho de suas raízes. “Para mim, a comemoração dos 150 anos representa a minha vida. Porque eu nasci em uma família italiana, de língua italiana, de costumes italianos. Tanto assim que aprendi a falar português só quando fui para a escola. Isso me traz conforto e me faz sentir bem por ser descendente de italianos, mesmo com sobrenome austríaco, alemão, Stolf.”

Polenta: o sabor que atravessou gerações
Entre os imigrantes italianos que chegaram a Santa Catarina, a polenta tornou-se símbolo de identidade e resistência cultural. Preparada inicialmente apenas com milho e consumida de forma simples, como “polenta e lat”, a polenta com leite, rapidamente ganhou espaço como prato principal das famílias. Com o tempo, passou a ser acompanhada de queijo, linguiça, carnes e batatas, tornando-se presença obrigatória nas mesas e nas festas comunitárias.
Fé e coragem
Pela proximidade com Timbó e Rio dos Cedros, muitas famílias de imigrantes italianos se estabeleceram na região em que hoje é localidade de Pomerode Fundos, em Pomerode. Entre elas, os Bonatti, cuja trajetória é resgatada pela memória viva de Londina Bonatti Stolf, esposa do escritor Aquilino Stolf e bisneta de Giovanni Battista Bonatti, um dos pioneiros que deixou a Itália rumo ao Vale do Itajaí.
“Eu sou bisneta do Giovanni Battista Bonatti, que veio da Itália. O meu vô, Matteo Antonio Bonatti, veio com cinco anos. O meu pai, Antônio Bonatti, nasceu no Brasil e morreu com quase 100 anos. Eu sou de uma família fabulosa, inclusive a do padre Mário Bonatti, que muito me ajudou e escreveu muitos livros sobre a imigração italiana”, relembra.
A família Bonatti se estabeleceu na divisa entre Pomerode e Rio dos Cedros, região conhecida como Pomerode Fundos, onde se concentraram diversas famílias italianas, como Carlini, Perini e Nardelli. Ali, em meio a uma colônia predominantemente alemã, os italianos construíram sua identidade e deixaram marcas culturais que permanecem até hoje.
“No morro onde a gente se criou, eles tinham criação de gado, mas era bem difícil. Plantavam milho, batata, fumo para fazer charuto, e também vendiam leite. Uma tia minha passava de carroça para entregar o leite. Era uma vida de muito trabalho, mas também de muita união”, conta.
A religiosidade e os costumes herdados dos antepassados moldaram a vida da família. A frase deixada pelo pai de Londina em italiano, “La vita è bella per chi sa come viverla” (a vida é bela para quem sabe viver) tornou-se um lema transmitido de geração em geração.
“Hoje em dia o mundo está tão acelerado, mas eu herdei do meu pai essa tranquilidade. Da minha mãe, a parte espiritual. É uma vida. Amanhã completo 80 anos e sinto orgulho de ser descendente desses imigrantes que venceram tantas dificuldades”, afirma emocionada.
Entre os nomes mais marcantes da família está o padre Mário Bonatti, figura reconhecida pela simplicidade e dedicação aos jovens. Ele deixou como legado obras que retratam a fé e a convivência comunitária.
“O último livro que ele escreveu dizia: Como você pode amar a Deus se não ama o próximo? Isso fala tudo. Ele foi um grande irmão, muito estudioso e humilde. Para mim, foi essencial, porque me levou a São Paulo, onde pude estudar História. Sofri, mas venci”, recorda Londina.
A trajetória dos Bonatti, assim como de tantas outras famílias italianas que se fixaram em Pomerode Fundos, revela o esforço de quem deixou sua terra natal sem saber o que encontraria no Brasil. Entre despedidas dolorosas e promessas de uma vida melhor, construíram raízes sólidas que hoje se transformam em orgulho e identidade cultural.
“Acredito que como descendentes é um orgulho. Porque, poxa vida, eles venceram. Sofreram, mas depois veio a vitória. Eles criaram suas famílias e deixaram um legado que continua vivo até hoje”, conclui.

Mapeando os pioneiros italianos na região
É possível catalogar os imigrantes de língua italiana que se estabeleceram na região a partir de uma análise comparativa entre mapas antigos e atuais, somada à listagem dos lotes organizada por Renzo Grosselli em sua obra “Vencer ou Morrer”.
O Mapa da Colônia Blumenau de 1928, disponível no Arquivo Histórico José Ferreira da Silva, revela a configuração dos lotes nas linhas coloniais que integravam o município de Blumenau. Entre elas, destacam-se as linhas Pomeranos e Tiroleses, situadas na divisa entre Timbó, Rio dos Cedros e Pomerode, como áreas que receberam colonos italianos.
Muitas pesquisas ressaltam a complexidade de mapear esses pioneiros, já que a definição clara dos limites entre Timbó e Rio dos Cedros só ocorreu nos anos 1960, com a emancipação deste último. Em alguns registros históricos de Pomerode, consta que o último morador do lado direito da Rua Vidal Ferreira, em Pomerode Fundos, tem gravado que seu terreno corresponde a “parte dos lotes 57 e 59”.
Entre raízes e memórias
Na celebração dos 150 anos da imigração italiana em Santa Catarina, os relatos de descendentes ajudam a reconstruir a memória de famílias que deixaram a Europa em busca de uma vida melhor. Em Pomerode e arredores, a presença dos italianos se consolidou especialmente em Pomerode Fundos, onde nomes como Bonatti, Perini e Nardelli marcaram a história.
Arnoldo Bonatti, o Arno, neto de Mateus Bonatti, compartilha lembranças que revelam o cotidiano dos colonos e o legado cultural que permanece vivo. “O meu avô trabalhava muito do lado de Pomerode, ele era meio engenheiro de abrir estradas. Aquelas roças ali de Pomerode, os fundos lá pra cima, foi tudo ele que fez. Até existe uma placa de rua com o nome dele, Mateus Zatelli Bonatti”, conta Arnoldo, destacando o papel do avô na abertura de caminhos que permitiram o desenvolvimento da região.

As histórias transmitidas de geração para geração revelam as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes. Sem maquinário, as plantações eram feitas em terrenos inclinados, nos morros, onde a água escorria mais facilmente.
As casas, construídas com técnicas rudimentares, eram erguidas sem pregos, apenas com encaixes de madeira. “A nossa casa antiga era toda encaixada. Se viesse uma ventania, derrubava a casa inteira, mas não quebrava nada. Era mais bem feito do que hoje, porque resistia às trovoadas. Eles faziam do jeito que podiam, mas faziam”, relembra.
A vida comunitária também era marcada pela fé e pela escola. Arnoldo recorda que, quando criança, não sabia falar português, apenas italiano, e que os professores ensinavam a língua junto com lições de religião.
“Eu comecei a ir à aula e não sabia dizer nem bom dia em brasileiro. As professoras ensinavam português e também rezavam antes das aulas. Eu sempre digo que a gente saía formado em escola e em Bíblia. Hoje em dia, eles sabem tudo em aula, mas não sabem nada em religião.”
As tradições natalinas também ocupam espaço especial na memória de Arnoldo. Ele lembra das visitas da família Perini, que percorriam as casas cantando e anunciando o nascimento de Jesus. “Eles vinham à meia-noite, batiam palmas e cantavam. Levavam uma estrela em cima de um bambu, coisa mais linda do mundo. Me dá até emoção quando lembro disso”, diz com nostalgia.
Além das práticas religiosas e culturais, Arnoldo destaca o espírito festivo e criativo de sua família. O pai, apaixonado por teatro, organizava brincadeiras e até assustava os filhos com máscaras pintadas de vermelho. “Meu pai era muito de teatro. Ele sabia fazer brincadeiras e até chamavam ele de Chico Anísio. Era uma alegria que fazia parte da nossa vida”, recorda.
Essas memórias revelam não apenas o esforço dos colonos italianos em construir uma nova vida, mas também a riqueza cultural que se formou a partir da convivência comunitária. Entre estradas abertas na mata, casas erguidas com engenho e fé, cantos natalinos e festas familiares, os italianos deixaram marcas profundas em Pomerode e região.
“O que mais me emociona é ver que, apesar das dificuldades, eles venceram. Criaram famílias, deixaram tradições e hoje nós podemos celebrar esse legado. É uma história que não pode ser esquecida.”

Os “Bonatti” e sua ligação com Pomerode Fundos
A história da imigração italiana em Santa Catarina é feita de trajetórias familiares que se entrelaçam com o desenvolvimento das comunidades do Vale do Itajaí. Entre elas, destaca-se a dos Bonatti, que deixaram Mattarello, na região do Trentino, e se estabeleceram em Rio dos Cedros e Pomerode Fundos (Pomerode), abrindo caminhos e construindo raízes que permanecem vivas até hoje.
Giovanni Battista Bonatti, casado com Mariana Tafner, chegou ao Brasil com três filhos nascidos na Itália: G. Battista Filho, Matteo e Adelaide. Já em terras catarinenses, nasceram Maria e Costante, ampliando a família que se tornaria referência na região.
Do porto de Itajaí, o patriarca seguiu pelo rio até Blumenau, onde os imigrantes eram abrigados no “barracão”, alojamento coletivo provisório. Pouco depois, avançou com outros trentinos pelo rio Benedito até Timbó e, dali, pela Estrada dos Pomeranos, até escolher o lote nº 64 em Santo Antônio, onde ergueu a primeira moradia de troncos.
Conhecido pela força física e pela capacidade de trabalho, Bonatti havia sido ferroviário no Tirol, experiência que lhe conferiu vigor e resistência. Histórias transmitidas oralmente relatam episódios de coragem, como quando, ao regressar de Blumenau com o pagamento da colheita, enfrentou dois ladrões na mata de Mulda. Com astúcia e bravura, conseguiu escapar levando consigo o dinheiro que sustentaria sua família.
A saga dos Bonatti seguiu com novas gerações. Um deles, José Bonatti, o Beppi, nascido em Pomerode em 1903, tornou-se figura querida e lembrada pela simpatia e pelo espírito festivo. Alto e magro, trabalhador dedicado, era presença constante nas festas comunitárias, rodeado por adultos e crianças, sempre pronto para uma palavra de carinho ou conselho. Casou-se com Maria Bonatti, que enfrentava problemas de saúde, e dedicou sua vida ao cuidado da esposa, enquanto os filhos Alício e Hilda foram criados pela avó Teresinha Mattedi.

Padre Mário Bonatti: fé, pesquisa e memória da imigração italiana
Nascido em 16 de novembro de 1931, entre Pomerode e Rio dos Cedros, Padre Mário Bonatti construiu uma vida marcada pela entrega ao sacerdócio, pela paixão pelo ensino e pelo compromisso com a promoção humana. Filho de Antônio Bonatti e Rosa Mattedi Bonatti, ingressou no ‘Aspirantado’ em Ascurra (SC) em 1944 e, nos anos seguintes, formou-se no espírito salesiano, estudando em Lavrinhas, Pindamonhangaba e Lorena.
Seguiu depois para Turim, na Itália, onde cursou Filosofia e Teologia na Pontifícia Universidade Salesiana. Foi ordenado sacerdote em 11 de fevereiro de 1961. Ao longo de mais de seis décadas, dedicou-se à missão educativa e pastoral, atuando como professor universitário nas áreas de Antropologia Cultural, Filosofia e Linguística.
Sua trajetória acadêmica refletia o respeito às diferenças culturais, fruto de uma vida entre italianos católicos e alemães luteranos, e um olhar ecumênico e inclusivo sobre o ser humano. Além das salas de aula, foi incansável promotor de ações sociais e comunitárias, especialmente junto a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.
Autor de mais de uma dezena de livros, entre eles os aclamados A Vida Tem a Cor que Você Pinta e Cristãos de Atitude, Padre Mário compartilhou reflexões sobre fé, humanidade, filosofia e história, sempre incentivando a prática do amor, da tolerância e do otimismo.
Em sua autobiografia, O que penso da vida, do mundo e de Deus: Lendo a vida do trem da minha história (2016), publicada pela Editora Canção Nova, narrou sua infância em meio à família de imigrantes italianos em Pomerode, os anos de formação no seminário salesiano, os estudos e a ordenação em Turim, além de sua atuação como padre e educador. A obra também aprofunda seus pensamentos sobre religião, linguística e o diálogo entre ciência e fé.
Em 2007, foi um dos colaboradores do livro As Primeiras Famílias Trentinas de Rio dos Cedros, escrito em parceria com Mauro Lenzi. A obra resgata datas e nomes dos primeiros imigrantes, descrevendo as dificuldades enfrentadas, a adaptação à terra brasileira e o processo de prosperidade das famílias de imigrantes.
Na ocasião do lançamento dessa publicação, Padre Mário destacou: “Até agora o italiano se conservou nas famílias, por tradição. Daqui para a frente, ou ele se mantém pelo cuidado, pela educação, com capricho, ou pode desaparecer. Vai desaparecer se não se mantiver viva a cultura.” Padre Mário faleceu aos 93 anos em abril de 2025.

Agradecimentos
O especial “150 anos de Imigração Italiana: das lágrimas da partida ao orgulho da descendência” contou com a colaboração fundamental dos pesquisadores Gabriel Dalmolin e Michel Honório da Silva, bem como das famílias Bonatti e Stolf, que generosamente compartilharam memórias e registros. Também recebemos valiosas contribuições de David Herzog e Cláudio Krueger. As pesquisas e acervos consultados incluem obras como Vencer ou Morrer: camponeses trentinos (vênetos e lombardos) nas florestas brasileiras Santa Catarina 1875-1900, de Renzo Maria Grosselli; 1875, sonhos e ilusões: a saga da família, de Aquilino Stolf; e A família Bonatti de Santa Catarina Brasil, de Mário e Flávio Bonatti. A todos que ajudaram a construir este projeto, nosso sincero reconhecimento.
































