Acusado por morte de mulher é absolvido pelo júri em Pomerode

Decisão foi tomada após mais de um ano do crime que gerou grande repercussão na cidade

O Tribunal do Júri realizado na quarta-feira (18), em Pomerode, absolveu o homem acusado de matar a companheira, cujo corpo foi encontrado no Rio do Testo, em novembro de 2024.

O julgamento começou pela manhã e se estendeu ao longo do dia, mobilizando atenção da comunidade por se tratar de um caso que teve grande repercussão à época.

Relembre o caso

A vítima, Maria Francisca da Silva Lima de Sulino, de 61 anos, foi encontrada submersa no rio no dia 5 de novembro de 2024. Inicialmente, a hipótese levantada era de afogamento, mas posteriormente o laudo da Polícia Científica de Santa Catarina apontou traumatismo cranioencefálico como causa da morte.

A investigação conduzida pela Polícia Civil indicou que a mulher teria sido agredida antes de ser jogada no rio. O então companheiro da vítima, de 47 anos, foi preso à época e denunciado por feminicídio e ocultação de cadáver.

Decisão do júri

Após a oitiva de testemunhas e a apresentação dos argumentos da acusação e da defesa, o conselho de sentença decidiu pela absolvição do acusado.

A defesa, conduzida pelos advogados Luís Felipe Obregon e Carlos Alberto Gonçalves, sustentou ao longo do julgamento que não havia elementos suficientes para comprovar, de forma segura, a autoria do crime.

Segundo a tese apresentada, a acusação se baseava em um conjunto limitado de elementos, que não seriam suficientes para sustentar a condenação. A defesa também destacou a ausência de provas diretas que vinculassem o acusado ao crime, reforçando a existência de dúvidas sobre a dinâmica dos fatos.

Diante desse cenário, os jurados entenderam que não havia comprovação suficiente para condenação e decidiram pela absolvição.

Caso segue encerrado na esfera criminal

Com a decisão do júri, o acusado é considerado inocente das acusações no âmbito criminal.

O caso, que chocou a cidade pela forma como ocorreu e pelas circunstâncias da morte, chega ao seu desfecho judicial após mais de um ano desde os fatos.

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