A Polícia Civil de Pomerode emitiu um alerta à população sobre a circulação de mensagens falsas via WhatsApp, nas quais golpistas se passam por médicos, igrejas e estabelecimentos comerciais da cidade para enganar consumidores. Os criminosos utilizam o nome de profissionais e empresas locais para enviar orçamentos falsos, links disfarçados e falsos arquivos que podem comprometer o dispositivo da vítima.
Esses arquivos, geralmente em formato ZIP ou com extensões desconhecidas, chegam como se fossem recibos, orçamentos, comprovantes ou pedidos de ajuda. Ao serem abertos, iniciam um ataque ao celular. Eles também podem a enviar mensagens automaticamente para contatos e grupos, criando uma infecção em cadeia. Trata-se de um tipo de software que se espalha rapidamente e pode causar prejuízos financeiros e violação de dados pessoais.

Além disso, há registros de golpes emocionais, nos quais os criminosos simulam campanhas de arrecadação para pessoas com doenças graves, como câncer. Eles enviam fotos, exames e documentos falsificados, muitas vezes obtidos na internet, para comover e convencer as vítimas a realizar transferências via PIX.
O delegado Jhon Endy Lamb, da Polícia Civil de Pomerode, reforça a gravidade da situação. “Os vírus estão sendo transmitidos automaticamente após a infecção, se espalhando para todos os contatos. Arquivos zipados ou com extensões desconhecidas são suspeitos. Tem que tomar muito cuidado a tudo o que é compartilhado via WhatsApp.”
A orientação da Polícia é clara: não abrir arquivos suspeitos, não clicar em links desconhecidos e sempre verificar a autenticidade de qualquer contato, pedido de ajuda ou orçamento recebido por aplicativos de mensagem. Em caso de golpe, é fundamental registrar boletim de ocorrência, presencialmente ou pela Delegacia Virtual, e comunicar o banco para tentar o bloqueio de valores transferidos.
Como são mensagens suspeitas?
- Apresentam erros gramaticais ou de digitação;
- Pedem para você clicar em um link ou baixar um app;
- Pedem para você compartilhar seus dados pessoais, como número de cartão de crédito, conta bancária, data de aniversário ou senhas;
- Pedem que você encaminhe uma mensagem;
- Pedem dinheiro ou afirmam que você precisa pagar para usar o WhatsApp;
- Fingem ser alguém que você conhece;
- Tratam de assuntos como loterias, trabalhos, investimentos ou empréstimos;
- Iniciam uma conversa casual com você para ganhar sua confiança antes de pedir dados pessoais.
O que fazer se for atacado?
- Desconecte o dispositivo da internet;
- Faça uma varredura completa com antivírus;
- Altere senhas de acesso;
- Comunique seus contatos para que não abram mensagens enviadas automaticamente;
- Registre um boletim de ocorrência digital.
































