452 profissionais da educação de Pomerode participaram do curso de primeiros socorros promovido pela Secretaria de Educação e Formação Empreendedora em parceria com os Bombeiros Voluntários de Pomerode.
A formação é ofertada a servidores de escolas e CEI’s. O objetivo é que possuam conhecimento para auxiliar no atendimento inicial até a chegada do suporte especializado. O curso atende a Lei 13.722 (Lei Lucas) e conta com uma carga horária de quatro horas.
Benefícios
Diante da possibilidade de um acidente ou qualquer outra emergência é fundamental que os responsáveis pelas crianças saibam agir. Dessa forma, podem prestar os primeiros socorros até a chegada do serviço de emergência médica, reduzindo a possibilidade de consequências mais graves.

Na prática, esses profissionais aprenderam a fazer a avaliação da cena através de cenário simulado. Avaliação da vítima e gravidade da situação. Ressuscitação cardiopulmonar (RCP) através de estudo de caso. Manobras para desobstrução de vias aéreas (engasgo). Contenção de hemorragia e curativos. Além de restrição manual em vítimas com suspeita de lesão na coluna e resolução de cenários simulados envolvendo emergências clínicas.
O secretário de Educação, Jorge Luiz Buerger, ressalta a importância do curso para os profissionais.
“As crianças são curiosas e isso é natural, próprio de quem está a aprendendo a descobrir o mundo que os cerca. Muitas vezes, em virtude da curiosidade e pouca maturidade, são incapazes de fazer as melhores escolhas, principalmente relacionadas à segurança, com a qual os professores, cuidadores e pais têm de lidar no seu dia a dia. Então essa capacitação vem para dar mais segurança aos nossos pequenos, bem como para cumprir a Lei Lucas”, pontuou.
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O que é a Lei Lucas
A Lei Lucas (nº 13.722/2018) estabelece a obrigatoriedade da “capacitação em noções básicas de primeiros socorros de professores e funcionários de estabelecimentos de ensino públicos e privados de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil”.
O objetivo é aumentar a segurança de crianças e adolescentes dentro do espaço escolar ou recreativo, oferecendo o conhecimento necessário para que os profissionais possam lidar com situações emergenciais. Afinal de contas, anualmente, quase quatro mil crianças morrem no Brasil por conta de algum tipo de acidente.

E foi exatamente um desses casos que originou a criação da lei. No ano de 2017, o jovem Lucas Begalli, de apenas 10 anos, saiu em uma excursão com a escola.
Durante o passeio, acabou se engasgando com um cachorro quente e morreu asfixiado, pois nenhum dos professores sabia técnicas de primeiros socorros.
A partir daí, a mãe do menino, Alessandra Zamora, começou a lutar pela criação de uma lei que exigisse a capacitação de professores para lidar com esse tipo de situação.
































