FOTOS: Trabalhadores indígenas são resgatados de situação análoga à escravidão em Santa Catarina

Decisão da Justiça do Trabalho bloqueia bens de produtores rurais após flagrante

O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC), por meio da unidade de Chapecó, obteve decisão liminar determinando o bloqueio de bens de dois produtores rurais investigados por explorar 14 trabalhadores indígenas argentinos em condições análogas à escravidão. O caso foi registrado em uma lavoura de pepinos no município de Itapiranga, no Extremo-Oeste catarinense.

A decisão foi proferida pela Vara do Trabalho de São Miguel do Oeste, que também proibiu os produtores de realizar novas contratações ilegais, sob pena de multa de R$ 30 mil por trabalhador em caso de reincidência.

Alojamento. Foto: MPT/SC

A Ação Civil Pública foi movida após duas fiscalizações realizadas na propriedade rural pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) — formado por representantes do MPT, Ministério do Trabalho, Polícia Federal, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União.

Quarto. Foto: MPT/SC

Na primeira fiscalização, em dezembro de 2024, foram constatadas irregularidades graves relacionadas à saúde e segurança dos empregados. Na ocasião, os produtores assinaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT, comprometendo-se a corrigir as falhas.

Banheiro. Foto: MPT/SC

Entretanto, em abril deste ano, uma nova operação flagrou 14 trabalhadores indígenas vivendo em condições degradantes, sem registro em carteira, salários, saneamento básico ou alimentação adequada. Os alojamentos eram precários, e os trabalhadores manuseavam agrotóxicos sem equipamentos de proteção e sem acesso a água potável.

Local das refeições. Foto: MPT/SC

O MPT-SC reforçou que continuará acompanhando o caso e buscando a responsabilização dos empregadores, além de garantir assistência e indenização às vítimas.

Quarto. Foto: MPT/SC

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