Mãe de Arthur Ravi, 5 anos, e Theo Davi, 1 ano e 2 meses, Janice Cristina Peiker Bär está vivendo sua segunda experiência como doadora de leite materno e, neste ciclo, seu gesto se multiplicou ainda mais.

Com o primeiro filho, a produção era abundante, e ela doou por seis meses. Com Theo, o corpo novamente transbordou solidariedade. “Enquanto tiver leite, vou continuar amamentando meu filho e doando”, afirma.
Nos primeiros meses, ela chegou a doar cerca de 5 litros por semana, o suficiente para aproximadamente 100 refeições de bebês prematuros. Hoje, segue doando três frascos semanais e mantém vivo o que chama de “ciclo de amor”.
Doar leite: um ato simples que muda destinos
A emoção, para Janice, fala mais alto que qualquer rotina. “Aquece meu coração cada vez que faço uma doação. Tive muita dificuldade para engravidar. Vejo as minhas doações como um agradecimento a Deus. E me sinto um pouquinho mãe das crianças que recebem esse leite.”
Banco de Leite Humano de Blumenau: onde o gesto de uma mãe alcança muitas outras famílias
Desde 1998, Blumenau conta com um Banco de Leite Humano que se tornou essencial para a sobrevivência de bebês internados nas UTIs neonatais dos hospitais Santo Antônio e Unimed, em Blumenau, e do Hospital Azambuja, em Brusque.
A coordenadora, Cristiana Menezes, explica que o banco realiza todo o processo: coleta, processamento, pasteurização, controle de qualidade e distribuição do leite humano. E o melhor: “As doadoras não precisam sair de casa. Nós vamos até elas.”
Todos os meses, entre 40 e 50 mulheres doam leite materno. Mas nos meses de dezembro e janeiro, período de férias, esse número cai. Por isso, Cristiana reforça o convite para novas doadoras.

































