Melasma no Verão: como controlar as manchas sem inflamar a pele

Especialista explica como luz, calor e poluição intensificam o melasma e quais tratamentos são seguros

Com a chegada dos dias mais quentes, cresce também uma das queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos e estéticos: o melasma. A condição, marcada pelo surgimento de manchas acastanhadas ou acinzentadas no rosto, especialmente nas bochechas, testa, buço e nariz, é crônica e de difícil controle. Embora não ofereça riscos à saúde física, pode afetar profundamente a autoestima de quem convive com ela.

Segundo a médica anestesiologista com especialização em medicina estética e corporal, Dra. Talita Cristine Vieira Moreira, o aumento de casos e a piora das manchas durante o verão não é coincidência. Radiação ultravioleta, luz visível (sobretudo a luz azul emitida por telas e pelo sol em horários de maior incidência) e até o calor funcionam como gatilhos biológicos para o aumento da melanina. “Esses estímulos ativam de forma intensa a tirosinase, enzima central na produção de pigmento. O resultado é a intensificação das manchas, que se tornam mais escuras e evidentes”, explica a médica.

Foto: Carla Belchior/Testo Notícias

Como identificar o melasma

Embora existam vários tipos de manchas, reconhecer o melasma é fundamental para não confundir a condição com outras hiperpigmentações. As manchas típicas têm bordas irregulares, surgem de maneira simétrica e pioram visivelmente com a exposição à luz. Diferem, por exemplo, dos lentigos solares, que apresentam bordas bem definidas, ou da pigmentação pós-inflamatória, que aparece após acne ou lesões.

A predisposição genética e hormonal é clara. O problema é mais comum em mulheres em idade fértil e em pessoas com fototipos III a V. Gravidez, uso de anticoncepcionais, reposição hormonal, histórico familiar, calor, poluição e exposição solar acumulada são fatores importantes no desenvolvimento e agravamento da condição. “O melasma é uma doença multifatorial. A genética influencia, mas o ambiente pesa muito. Tudo o que inflama a pele, luz, calor, poluição, pode estimular ainda mais a pigmentação”, reforça a especialista.

Foto: Carla Belchior/Testo Notícias

Controle e tratamento

Apesar de não ter cura, o melasma pode ser controlado com regularidade e acompanhamento profissional. O avanço tecnológico ampliou as possibilidades de tratamento, com resultados mais seguros e menor risco de rebote. Entre as opções estão cremes clareadores com ácido tranexâmico, retinoides, ácido kójico, glicólico e azelaico.

Já os tratamentos em consultório incluem laser de picossegundos em baixa fluência, luz intensa pulsada em casos selecionados, microagulhamento associado a drug delivery e peelings químicos de nova geração, mais suaves e progressivos. “Hoje o foco é clarear sem inflamar. A inflamação alimenta o ciclo do melasma, por isso escolhemos procedimentos de menor energia, mais seguros e contínuos”, afirma Dra. Talita.

Ao contrário do que muitos acreditam, é possível tratar melasma no verão, desde que o protocolo seja adaptado. Peelings superficiais, microagulhamento leve e lasers de baixa energia são alternativas viáveis nessa época do ano. A condição essencial, porém, é a disciplina.

Foto: Carla Belchior/Testo Notícias

Disciplina é a palavra-chave

O básico nunca deve ser negligenciado: o uso constante de protetor solar. Segundo a especialista, o ideal é optar por fator de proteção 50+, alto PPD e, preferencialmente, fórmulas com óxido de ferro, que reforçam a defesa contra a luz visível. Antioxidantes como vitamina C, niacinamida e ácido ferúlico ajudam a modular a inflamação e reduzir o estresse oxidativo, fatores que favorecem o surgimento de manchas.

Manter a barreira cutânea íntegra também é fundamental, já que pele inflamada mancha mais. Além disso, hábitos saudáveis, alimentação rica em antioxidantes, boa hidratação, sono adequado, controle do estresse e evitar o tabagismo, contribuem para diminuir a inflamação do organismo e tornam o tratamento mais efetivo.

“O ideal é sempre passar por avaliação médica. Cada tipo de melasma exige uma abordagem específica, e o tratamento inadequado pode escurecer ainda mais a mancha. A boa notícia é que, com protocolos corretos, fotoproteção eficiente e constância, é possível manter o melasma sob controle, mesmo durante o verão”, orienta a médica.

Confira a entrevista com a Dra. Talita Cristine Vieira Moreira

Dra. Talita Cristine Vieira Moreira

CRM 28813|RQE 23686 – Anestesiologia | Bioestimuladores | Botox | Peelings |Tecnologias

  • Rua Presidente Costa e Silva, 546 – sala 02 – Pomerode
  • Contato: (47) 98800-9450
  • Siga nas redes sociais:@dra_talitavieira

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