Faleceu na quinta-feira, dia 11, uma das figuras conhecidas de Pomerode. O sapateiro Ingo Briese morreu aos 82 anos e dedicou sua vida à profissão.
Ingo deixa enlutados a esposa, Sra. Eleonora, os filhos Schirlei e Zulaike, os genros Ivo e Sérgio, o neto Lucas, demais familiares e amigos. O cerimonial de despedida ocorreu na Capela Cristo Bom Pastor e o sepultamento foi realizado na manhã dessa sexta-feira, dia 12, no Cemitério Municipal.
Uma profissão da vida inteira
Em uma entrevista ao Testo Notícias, Ingo mesmo aposentado, continuava trabalhando. Ele contou que na época em que começou a trabalhar, não existiam muitas oportunidades de emprego. Como o seu irmão mais velho já trabalhava como sapateiro, decidiu seguir os seus passos. “Antigamente a gente não tinha muitas oportunidades de emprego, Então resolvi trabalhar com meu irmão na Fábrica de Calçados Theilacker, em Timbó. Lá me ensinaram muitas coisas. A gente fazia de tudo e muito do trabalho era feita à mão. Eu passei por vários setores, desde a montagem até o acabamento”, contou Ingo.
Trajetória de um sapateiro
Foram quatro anos na Theilacker, até 1965, quando iniciou na Hass Calçados em Pomerode. A empresa encerrou suas atividades em 1995 e com o fechamento da Hass Calçados, Ingo decidiu então abrir a sua sapataria nos fundos de casa. “Quando eu comecei, fazia chinelos e sapatos sob medida. Agora faço apenas consertos que precisam de mais atenção”, explica. O sapateiro atende clientes de vários bairros de Pomerode e cidades vizinhas, em sua maioria mulheres. Ingo não costuma contar quantos sapatos conserta por mês, mas afirma que o movimento é grande e nunca fica sem serviço. “Tenho muitos fregueses, inclusive alemães. A maioria dos serviços que eu faço são a troca de solas e saltos, e algumas pinturas também”, reforçou Ingo.
Para o sapateiro, a profissão está saindo da moda. Ele acredita que os mais novos não se interessam porque são lançados muitos modelos diferentes e baratos a cada estação e os sapatos já não têm a mesma qualidade. “Com o preço do sapato novo, a maioria prefere trocar ao invés de consertar. Alguns artigos são tão fracos que realmente não vale a pena o serviço. Em Pomerode não temos mais que cinco sapateiros trabalhando.”
E mesmo com toda a experiência que adquiriu, Ingo garante que ainda consegue aprender coisas novas. “Eu sempre aprendo coisas novas. Existem materiais diferentes e cada um deve ser trabalhado de um jeito. Não ganhamos muito e precisamos saber e, principalmente, querer trabalhar. Eu gosto muito de consertar sapatos, foi o que eu fiz minha vida toda”, conclui Ingo.
A equipe do Testo Notícias se solidariza com familiares e amigos nesse momento de dor.
































