O Colégio Fátima, de Pomerode, transformou a escola em cenário diplomático nesta quarta-feira, dia 1º, com a realização de uma simulação da Assembleia Geral da ONU. O projeto envolveu as três turmas do Ensino Médio e teve como tema central “conflitos mundiais”, trazendo à pauta questões atuais que desafiam países e populações em todo o planeta.
A iniciativa nasceu da observação da professora Solange Retke, de História e Geografia, sobre a necessidade de aproximar os estudantes da realidade global. “A ideia de simular uma Assembleia da ONU surgiu exatamente para trazer o mundo para dentro da sala de aula. Eu percebia que os alunos estavam muito à parte do que acontecia. Então buscamos colocá-los como protagonistas do próprio conhecimento, incentivando-os a pesquisar, buscar informações e propor soluções. O grande objetivo é desafiá-los a pensar em mudanças para melhorar o mundo”, destacou.
Para dar ainda mais realismo à experiência, os estudantes precisaram preparar seus discursos e debates em inglês, seguindo protocolos formais da ONU. A professora Patrícia Delphino, de Inglês, ressaltou o impacto da atividade no desenvolvimento dos jovens. “O inglês hoje é a língua global, e fiquei muito feliz quando a professora Solange abriu espaço para minha disciplina. Isso tira o aluno do livro, da zona de conforto, e os desafia a pensar criticamente, ampliar vocabulário e expor ideias em público. A cada apresentação, conseguimos perceber avanços, dificuldades e potencialidades que muitas vezes não aparecem em sala de aula”.
A programação foi dividida em duas etapas: pela manhã, os discursos oficiais dos países representados; à tarde, acontece a rodada de debates e busca por consensos, exatamente como ocorre em uma assembleia real.
Entre os alunos, a experiência foi considerada única e transformadora. Eduarda Grabrielle Schoenfelder, do 3º ano, destacou o aprendizado político e pessoa. “É uma experiência extremamente construtiva, tanto pelo conteúdo sobre guerras e conflitos, quanto pelo desenvolvimento pessoal. Aprendemos a entender outras culturas e a formar opinião própria. O inglês foi um grande diferencial, pois ajudou na pronúncia, raciocínio e posicionamento em público”.

Já para Sofia Nalu Jandre, do 1º ano, o exercício proporcionou uma visão mais ampla do papel do Brasil no cenário mundial. “Como representei o Brasil, tive mais facilidade, mas ainda assim foi desafiador. O país não está diretamente envolvido em guerras, mas acolhe refugiados e sempre está conectado de alguma forma. Além disso, ampliei muito meu vocabulário em inglês e tive uma visão mais geral sobre o mundo”.
A aluna Beatriz Bauner Polli, do 2º ano, reforçou a singularidade da proposta. “É uma experiência única, nunca vi outra escola fazer algo parecido. Eu sabia o que era a ONU, mas não como realmente funcionava. Isso nos ajuda a aprender sobre outros países, sobre política e, no meu caso, a perder o medo de falar em público e em inglês. Aprendemos de uma forma que nenhuma aula tradicional poderia nos oferecer”.
Ao fim, houve um consenso: a simulação da ONU uniu aprendizado, pesquisa, debate e vivência, ampliando horizontes e formando cidadãos mais preparados para compreender e atuar no mundo.
































