Apesar de ainda não termos chegado de fato ao Verão, dias mais quentes já estão começando a dar as caras, anunciando que as temperaturas devem subir bastante nos próximos meses.
Com relação aos animais de estimação, as temperaturas elevadas pedem atenção redobrada. Assim como os humanos, cães e gatos podem sofrer com desidratação, hipertermia, queimaduras e até câncer de pele quando expostos a altas temperaturas. De acordo com a veterinária Dra. Fabiana Guenther, da Tier Haus, os sinais de alerta incluem cansaço excessivo, salivação anormal, mucosas avermelhadas e até desmaios.
Para evitar complicações, a recomendação principal é simples: sombra e água fresca. Manter o acesso constante à água limpa, trocar com frequência e, se possível, oferecer alternativas como gelo ou fontes, ajuda a estimular a hidratação. No caso dos gatos, que costumam beber pouca água, vale espalhar recipientes diferentes pela casa, de tamanhos e materiais variados.
Outro ponto importante é o passeio. Nos dias mais escaldantes, é possível até mesmo analisar a possibilidade de não realizar passeios e, quando a escolha for o passeio, o ideal é escolher os horários mais frescos do dia e evitar o asfalto quente. “Uma boa dica é: se você não suporta pisar descalço no chão, seu pet também não vai suportar”, explica Fabiana. Caminhar em áreas com grama, parques ou até mesmo praias que aceitam animais é uma opção mais segura.

A alimentação também requer cuidados. Rações úmidas ou comidas caseiras não devem ficar expostas no calor para não estragar. Já para refrescar, é possível oferecer petiscos congelados, como picolés de sachê ou frutas, desde que compatíveis com a dieta do animal.
A questão da tosa divide opiniões, mas segundo a veterinária, nem sempre retirar todo o pelo é indicado. Algumas raças, como o Spitz Alemão, contam com dupla camada de pelagem que protege contra o calor. Nestes casos, uma tosa parcial, apenas na parte inferior do corpo, pode ser suficiente para ajudar na troca de calor.
Raças braquicefálicas — de focinho curto, como buldogues, pugs e gatos persas — merecem ainda mais cuidado, já que têm dificuldade de respirar pelo nariz. Idosos e animais debilitados também são mais vulneráveis, pois podem buscar o calor para aliviar dores e acabar sofrendo com a hipertermia.
Se houver sinais graves, como desmaios, salivação intensa, queimaduras nas patas ou comportamento cambaleante, é fundamental procurar atendimento veterinário imediato. Antes disso, a recomendação é tentar resfriar o pet com banho frio, sombra e ventilação.
A mensagem final da veterinária é clara: “Se você não está suportando o calor, o seu pet também não vai suportar.”
































