A Justiça atendeu a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e decretou a prisão preventiva de dois homens suspeitos de matar cães nos municípios de Timbó e Rio dos Cedros. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada neste domingo (22).
O pedido foi feito pelo promotor de Justiça plantonista em Timbó, Rafael Pedri Sampaio, após a prisão em flagrante dos investigados. Segundo o Ministério Público, a medida é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
Caso em Timbó
Em Timbó, o crime foi registrado na manhã de sábado (21), por volta das 9h30min, no bairro Dona Clara, nas proximidades do Museu da Música. Conforme a Polícia Militar, um homem de 63 anos teria atingido dois cães de médio porte com golpes de machado na região da cabeça. Parte da ação foi registrada em vídeo por testemunhas.

Após as agressões, o suspeito teria utilizado um carrinho de mão para transportar os animais até uma área de mata próxima ao rio, onde os enterrou. A guarnição localizou o homem em sua residência, vestindo as mesmas roupas vistas nas imagens e com vestígios de sangue.
Questionado, ele informou que havia enterrado os cães às margens do rio. No local indicado, os policiais encontraram a cova. Equipes da Causa Animal e da Defesa Civil acompanharam a abertura, confirmando o óbito dos animais, que estavam envoltos em sacos plásticos e apresentavam lesões contundentes na cabeça, compatíveis com o instrumento descrito pelas testemunhas.
Diante do relato testemunhal, das imagens em vídeo, da localização da cova, da constatação técnica e dos vestígios materiais, o homem foi preso em flagrante.
Caso em Rio dos Cedros
No mesmo dia, em Rio dos Cedros, outro homem foi preso após, supostamente, desferir golpes na cabeça de um cachorro e enterrar o animal. O fato foi presenciado por testemunhas, que acionaram a polícia. O cão foi desenterrado, e as lesões foram confirmadas.
Decisão judicial
Ao analisar os casos, a Justiça acolheu o pedido do MPSC e converteu as prisões em flagrante em preventivas.
O promotor Rafael Pedri Sampaio destacou que os episódios apresentam indícios de extrema crueldade e reforçou que o Ministério Público atua para garantir o cumprimento da legislação e a proteção do bem-estar animal.
































