Na tarde desta segunda-feira, dia 13, Pomerode recebeu a comitiva de Cruzeiro do Sul (RS) em um encontro marcado pela gratidão e pela força da solidariedade. A visita teve como objetivo agradecer pessoalmente o apoio recebido após a catástrofe climática que atingiu o município gaúcho em maio de 2024, deixando mortos, milhares de desabrigados e reduzindo a população local de 13.500 para cerca de oito mil habitantes.
O prefeito de Cruzeiro do Sul, César Leandro Marmitt, emocionado, destacou o impacto da ajuda pomerodense. “O legado que Pomerode deixou para nós foi mais que uma ajuda, foi mais que um alento para muitas famílias. Hoje, algumas pessoas estão morando dentro de uma casa, com um teto, graças à ação da cidade de Pomerode, dos empresários e da prefeitura.”
A mobilização envolveu diversos setores da sociedade pomerodense. Foram doadas 100 casas de madeira, 60 já alocadas, construídas com kits enviados por voluntários do município. Parte das edificações foi realizada por integrantes da Aliança Evangélica e do Rotary.

O prefeito de Pomerode, Rafael Ramthun, ressaltou o espírito comunitário que guiou a ação. “Pomerode mostrou sua força, sua união e principalmente o sentimento de estar ao lado do próximo. Foram enviadas diversas carretas com doações, e os empresários se uniram para doar 100 casas. É uma verdadeira prestação de contas e reconhecimento da generosidade do nosso povo.”
O ex-prefeito Ércio Kriek, que na época era o gestor de Pomerode, relembrou que o município já havia enfrentado situações semelhantes e que a empatia foi o motor da ajuda na época. “Quando vimos a destruição em Cruzeiro do Sul, sentimos que precisávamos estar lá, não só com mantimentos, mas com presença, para que eles soubessem que não estavam sozinhos.”
O empresário Salézio José Martins também destacou o papel do setor privado durante toda a campanha e arrecadação de donativos. “O poder público é bastante limitado por causa das burocracias. Aqui, os empresários se sensibilizaram e fizeram um mutirão financeiro que permitiu comprar aquelas 100 casas de madeira. São casas simples, mas que oferecem um acalento para o recomeço de quem perdeu tudo.”
A visita da comitiva gaúcha reforça os laços entre os dois municípios e simboliza como a união entre poder público, iniciativa privada e voluntariado pode transformar tragédia em reconstrução. Pomerode, com seu “coração grande”, segue sendo exemplo de solidariedade.
































