VÍDEO: Especial 25 Anos de Rede Feminina em Pomerode

Uma história de entrega, superação e amor costurado em cada gesto

Há 25 anos, um gesto de empatia plantou a semente de uma das mais importantes redes de apoio à saúde da mulher em Pomerode. Em 31 de outubro de 2000, nascia a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode, fruto da iniciativa do Rotary Club local, inspirado pela Rede de Indaial.

25 anos de entrega, superação e amor costurado em cada gesto

Quando Anete Flohr Haut entrou pela primeira vez em uma reunião que discutia a criação da Rede Feminina de Pomerode, há exatos 25 anos, não imaginava que estava começando uma das jornadas mais significativas de sua vida. “Foi através de conversas e convites… A gente foi na reunião, foram muitas na reunião. E assim começou”, relembra.

Desde os primeiros passos, Anete esteve presente. No início, o trabalho voluntário se dividia entre o ambulatório e o brechó, ambos funcionando apenas alguns dias da semana. Com o tempo, a demanda cresceu, e a Rede também. “A gente começou sem nada, absolutamente nada. Hoje temos uma estrutura maravilhosa”, afirma com orgulho.
A trajetória de Anete na Rede se entrelaça com sua própria história de saúde. Em 2018, após anos de exames preventivos regulares, recebeu o diagnóstico de um carcinoma invasivo na mama esquerda. “O nódulo era muito pequeno, não palpável. Foi descoberto através de exame”, conta.

A cirurgia foi realizada, seguida por tratamento com medicamentos. Sem quimioterapia ou radioterapia, ela seguiu firme, sempre acompanhando com novos exames.
Mas a luta não parou por aí. Um novo carcinoma apareceu no pulmão, também detectado precocemente. “Por isso que eu digo: não deixa para outro ano. Faça todos os anos. Porque de um ano para o outro, alguma coisa pode aparecer. Mas é pequeno, tem como tratar”, aconselha.

Mesmo enfrentando diagnósticos e cirurgias, Anete nunca se afastou completamente da Rede. “Talvez por um, dois meses, não mais. Sempre por dentro do que estava acontecendo”, diz. Desde 2015, coordena o grupo de artesanato, onde confecciona itens que oferecem conforto e autoestima às pacientes, como almofadas em formato de coração para pós-cirurgia e mamas artesanais que substituem próteses externas.

“Na minha função, a gente não está à frente de nenhuma paciente. A gente faz para elas. É um trabalho silencioso, mas cheio de significado”, explica. E quando chega o Outubro Rosa, o grupo se mobiliza para produzir os tradicionais lacinhos e outras peças que marcam a campanha.

Para Anete, a Rede Feminina representa mais do que voluntariado. É parte da sua vida. “É um trabalho que vou fazer, é um dia que estou aqui. No que puder, enquanto puder, eu vou estar aqui”, afirma com convicção.

Ela também deixa uma mensagem para quem está começando a enfrentar o câncer: “O diagnóstico é difícil. A família toda sofre. Mas eu sempre acreditei que os exames e os médicos iam me curar. E graças a Deus, até hoje, estou bem. Todo dia digo: obrigada por mais um dia.”

Ao olhar para trás, Anete reconhece os marcos que moldaram a Rede: o início sem sede própria, os pedágios, os cafés natalinos, as doações da Receita Federal, o apoio das empresas locais. “Foi muita luta. Mas hoje, a Rede é vista em qualquer lugar. E isso é fruto de muito trabalho, de muitas mãos.”

Com sua história, Anete Flohr Haut costura, ponto a ponto, o tecido de solidariedade que sustenta a Rede Feminina de Pomerode há 25 anos. E segue firme, como ela mesma diz, “fazendo o que gosto de fazer”.

Confira o vídeo:

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