Nas últimas semanas, um veado-mateiro-pequeno albino (Mazama jucunda), foi avistado nas imediações do Parque Nacional da Serra do Itajaí (Parna Itajaí), em Indaial e Guabiruba.
Segundo publicado das redes sociais do Parna Itajaí, os veados do gênero Mazama são cervídeos comuns por aqui na Mata Atlântica, infelizmente alvo da ação de caçadores. Entre eles está o Mazama jucunda (veado-mateiro-pequeno, ou bororó), espécie que se encontra “quase ameaçada” de extinção, de acordo com dados do SALVE/ICMBio.
O albinismo desse pequeno espécime é uma condição genética relativamente rara e pode estar associada à endogamia (cruzamento entre indivíduos aparentados). Fato que é potencializado pela diminuição da sua população, devido à ação humana, e à redução do seu habitat natural.
Outro exemplar raro pode ser encontrado no Parque Zoobotânico de Brusque. Flokinho, o único veado-mateiro albino em cativeiro conhecido no Brasil, está completando um ano de permanência no Parque Zoobotânico de Brusque, em Santa Catarina. O animal enfrenta desafios diários por conta de sua condição genética rara, o albinismo.
A condição torna o Flokinho um caso único e especial. Além de pertencer a uma espécie ameaçada de extinção, ele apresenta albinismo total, uma característica extremamente incomum no Brasil. A sua pelagem branca, olhos vermelhos e focinho rosado chamam atenção, mas são sinais que impacta diretamente sua qualidade de vida.
Segundo a médica veterinária do Parque Zoobotânico, Milene Zapala, o veado apresenta dificuldades de visão, especialmente em ambientes com muita luz, o que faz com que ele se desoriente em áreas ensolaradas. Ela também explica que não é indicado que o animal participe de reprodução, pois pode transmitir o gene recessivo responsável pelo albinismo aos filhotes.
O animal já tem vínculo com os cuidadores, aceita carinho da equipe veterinária e convive bem com duas fêmeas da espécie catingueiro, Acerola e Pitanga. Por ter sido criado em cativeiro, o retorno à natureza não é uma opção viável, o que torna o parque seu lar definitivo.
O registro do vídeo foi feito pela Helena Lehm, moradora do município de Guabiruba.
































