Uma professora nota dez

Pomerodense Scheila Maas é eleita uma das 50 melhores professoras do Brasil com projeto realizado na escola Dr. Amadeu da Luz

Foto: Felipe Scoz/Testo Notícias
Foto: Felipe Scoz/Testo Notícias

Fazer o que você gosta é liberdade, gostar do que faz é felicidade. Com essa frase podemos começar a história de Scheila Maas, professora da Rede Municipal de Ensino de Pomerode. Mas o que a torna tão especial? Dentre 4,1 mil iniciativas de todas as partes do Brasil avaliadas no projeto Educador Nota Dez, desenvolvido pela Fundação Victor Civita, Scheila ficou entre os 50 melhores educadores do país.

Em entrevista ao Testo Notícias, a professora conta todos os detalhes do projeto avaliado, que foi realizado na escola Dr. Amadeu da Luz. “No fim de 2016, encaminhei um projeto ao Instituto Robert Bosch, com o intuito de realizar um trabalho na escola em que trabalho. Nos foi encaminhada uma verba de cinco mil reais, que fora destinada à compra de uma televisão e ao início do projeto de uma revista teen, elaborada pelas turmas do oitavo ano de 2017. Os alunos decidiram o nome da revista, suas editorias e, então, foram lançadas duas edições, em julho e novembro. A mesma foi entregue entre as turmas da escola e teve uma tiragem de 300 exemplares”.

Scheila diz que, inspirada em outra professora do Dr. Amadeu, sentiu que a iniciativa teria potencial para ser enviado ao prêmio. “Foi a primeira vez que realizei a inscrição de um material. Fui muito incentivada por outra professora, que participa da premiação todos os anos. No dia 25 de junho recebi a primeira ligação de avaliadores que me questionaram sobre o projeto. Enviei os arquivos e logo recebi outras duas ligações. Estava entre os escolhidos”.

Dentre os trabalhos avaliados, Maas ficou entre os 50 melhores de todo o país, motivo de orgulho para toda a comunidade pomerodense. “Fiquei muito feliz pelo reconhecimento do trabalho, ainda mais pela dificuldade que se tem com o ensino atualmente. Nem sempre foi tudo às mil maravilhas, houve diversos percalços. Mas, no fim, deu tudo certo. Quando cheguei à escola e vi o brilho nos olhos dos meus alunos, senti que tudo valeu à pena”.

Há 15 anos no magistério, Scheila diz acreditar na eficácia de maneiras inovadoras de ensinar. “Precisamos sair da nossa zona de conforto. Podemos realizar diversos projetos de interação que serão eficazes no ensino. Esse tipo de prêmio, por exemplo, é um reconhecimento para nós, professores, uma injeção de ânimo. Nossa classe precisa de um olhar mais atento, valorizando as pequenas coisas que são feitas em sala de aula. Tem dias que não são fáceis, você tem que engolir muitas situações. Mas, posso dizer, com toda certeza, que amo o que faço e me encontrei onde trabalho. Perguntam-me o porquê de ter escolhido uma área tão desvalorizada. Hoje, sei que sou feliz com o caminho que escolhi trilhar”, finaliza.

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