A enfermagem é muito mais do que apenas uma profissão, é ajudar e acolher o próximo, viver momentos alegres e difíceis, sorrir ou apoiar um paciente. Foi essa a escolha que Allany Maciel Moroz Martins fez há mais de 10 anos.
Atual enfermeira do Hospital e Maternidade Rio do Testo, ela cursou enfermagem na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). “Eu cheguei a estudar Biologia por um ano e meio, porém não me preenchia”, comenta.
Em 2009, Allany se formou em Enfermagem e, no ano seguinte, começou a trabalhar no Hospital San Julian, em Piraquara. Ela ingressou na área da psiquiatria, onde nunca imaginou atuar, mas que conquistou seu coração.

No mesmo período, foi enfermeira da unidade clínica, pronto-socorro e UTI Neonatal no Hospital Nova Clínica, em São José dos Pinhais. Quando mudou para Santa Catarina, a profissional trabalhou em Rio dos Cedros e, em 2018, ingressou no HMRT.

Allany foi enfermeira do pronto-socorro e, atualmente, atua no Centro Cirúrgico do hospital de Pomerode. “Eu amo a minha profissão. Desde criança, sabia que queria fazer algo que me desafiasse e me fizesse ajudar os outros.”
Mesmo tendo outros talentos, como para artesanato e culinária, ela nunca se imaginou em outro ramo que não fosse a enfermagem. “Essa é uma profissão que te escolhe. Um trabalho que, às vezes, as pessoas nem percebem, mas, se não estivéssemos ali, as coisas não aconteceriam do mesmo jeito”. Para a profissional, isso é gratificante.
Além disso, Allany destaca que trata cada paciente como gostaria de ser tratada e aprendeu muito com a profissão ao longo dos anos. “Abraçar e acolher o paciente com medo, a criança assustada, a família apreensiva… Esses são apenas alguns dos nossos papéis.”
Experiências que trazem grandes aprendizagens
Trabalhar em um hospital é ver pessoas e viver novas histórias todos os dias. Com a enfermeira, não é diferente. Allany já presenciou muitos momentos felizes, “como quando, na UTI, nós entregávamos um bebê para ir para casa com os pais. A equipe toda comemorava, como se fosse uma festa nossa também”, conta.

Porém, a profissão já fez com que Allany participasse de momentos nada agradáveis, como a dor de uma família que perdeu um ente querido. “Tudo o que você quer fazer é chorar junto com eles, mas precisa ser forte, pois ‘o plantão tem que continuar’.”
A enfermeira vê que essa é uma carreira difícil, cheia de obstáculos, preconceitos e desafios, mas, ao mesmo tempo, acaba se tornando maravilhosa e que faz a diferença. “Somos de tudo um pouco dentro da equipe, então, a paciência e a resiliência são as maiores qualidades que alguém nessa área precisa adquirir”, enfatiza.
Para as pessoas que, como Allany, sonham em seguir a enfermagem, ela deixa uma mensagem: “preparem-se para essa grande aventura que se inicia na vida de vocês, onde viverão os piores e melhores momentos das suas vidas, e, às vezes, tudo no mesmo dia. E, no fim, terão a satisfação de saber que vocês fizeram a diferença na vida de alguém.”

































