Os bailarinos pomerodenses voltaram para casa com 28 premiações

Os bailarinos do Corpo de Baile Ballet Cultura, de Pomerode, tiveram uma atuação brilhante no campeonato nacional de dança – 4º Baila Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
O evento ocorreu de 11 a 13 de outubro, e o Ballet voltou para casa com um peso extra na mala – 28 premiações, oito delas de primeiro lugar. As coreografias campeãs foram: Soldadinho de Chumbo, Giselle, Aleluia, Bruxas de luz, Lê Jardin Anime, Para Minha Irmã, A Morte do Cisne e Marmutte.
Outras dez coreografias alcançaram a segunda colocação: México, Paysant, Dance of the Mirtillons, Solidão, Trajetória, Fada Açucarada, Valsa das Flores, O Tempo, O Toque do Silêncio e Nevasca. Houve ainda seis terceiros lugares: Cupido, Lá Bayadere, Bet Boop, Smurfs, Recomeço e Ao Som de um Piano. As conquistas pomerodenses contaram ainda com quatro premiações especiais. Melhor bailarina: Ana Maria Aparecida; Melhor Trabalho Júnior: Ballet Giselle; Bailarino Revelação: Fransuê Kauã Mainchain e Melhor Figurino: Ballet Cultura.
De acordo com a professora responsável e coreógrafa, Andrea Ianetta Hradec, as bailarinas tiveram também uma oportunidade ímpar de adquirir conhecimentos através de um curso de ballet clássico com o mestre Wald Oliveira. “Estamos muito felizes com a viagem, foi muito divertida e nos trouxe resultados”.
Ao todo, 28 bailarinos pomerodenses, entre 7 e 18 anos, participaram das apresentações. “O grupo está de parabéns, a cada festival os bailarinos aprendem e mostram nossa arte com qualidade para o público presente. Somos sempre elogiados e trazemos na bagagem ótimas experiências, troféus e muita saudade de cada um destes lugares”.
Andrea aproveita ainda para agradecer aos que apoiam o grupo. “Graças a estas pessoas e instituições, estamos levando nossa arte para novos lugares e novos festivais. Com isso, o grupo cresce e ganha mais garra para treinar cada vez mais”.
Bailarino Revelação
Ele tem só 11 anos e começou sua carreira com apenas quatro anos porque adorava dançar as músicas típicas da Festa Pomerana. Estamos falando do bailarino Fransuê Kauã Mainchain, do Corpo de Baile Municipal de Pomerode e integrante do Projeto Ballet Cultura. “Comecei com o ballet porque eu adorava dançar e na escola era a única atividade em que eu podia participar com a minha idade. Como era gratuito eu pedi para minha mãe me inscrever”, relembra.
Único menino no corpo de baile, o pequeno com atitude de gente grande não se intimida nem com a responsabilidade em representar o município, muito menos com o preconceito que já sofreu por de dedicar a uma arte que ainda é vista por muitos como feminina. “Não é fácil a rotina de treinos e apresentações. Por isso, você precisa se dedicar realmente ao que gosta de fazer”.
E a rotina é para assustar muitos marmanjos de barba na cara. Além das aulas normais, ele tem ensaios quatro vezes por semana com uma duração média de três a quatro horas. “A rotina pode até ser puxada, mas ser bom aluno é premissa para poder me dedicar ao ballet também”, afirmativa que é reforçada pela mãe Sandra.
Fransuê Kauã já perdeu as contas de quantas vezes subiu aos palcos ou quantos prêmios já trouxe para Pomerode. O importante para ele mesmo é dançar. “O ballet significa a emoção de estar nos palcos. A dança exige muito esforço e técnica. E cada apresentação é única. Mas toda vez que a gente vai para Santo Ângelo, eu me emociono porque o povo é acolhedor e é emocionante dançar lá”.
Foi em Santo Ângelo que Fransuê ganhou o seu primeiro título como bailarino revelação, o mesmo que trouxe para casa da 4ª edição do Baila Santa Maria. “Não é fácil a rotina de treinos, a correria das apresentações. Atrás do palco não há glamour. Ainda não sei qual a carreira que quero seguir quando for adulto, mas quero dançar até quando eu tiver pelo menos 60 anos. E ainda sonho em me apresentar pelo Bolshoi”, revela.
O bailarino está se preparando agora para o Espetáculo Datas Comemorativas que acontece em novembro no Teatro Municipal de Pomerode. “No último fim de semana de novembro, eu convido a todos que lerem essa matéria para assistirem o espetáculo Datas Comemorativas. É bem legal! São três dias de dança e logo os ingressos começarão a ser disponibilizados para venda a R$7,50 (meia) e R$15,00 (inteira)”.
E no ballet onde Fransuê aprende muitas coisas novas a cada ensaio, também aprendeu o verdadeiro significado da palavra parceria. “Quero agradecer a professora Andreia porque sem ela não iríamos para todos os festivais, e também para as mães que sempre nos ajudam nos camarins, a Mariane, a Tânia e a Elisângela. Viramos uma grande família do ballet”, finaliza Fransuê.



































