‘Com a faca e o kochkaese na mão’


Diversidade: assim como no meio urbano, a área rural do município é também heterogênea.

Assim como em outros setores produtivos, no meio rural a premissa para negócios sustentáveis também está em produzir mais com menos. Para a engenheira agrônoma da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) de Pomerode, Eneide Barth, Pomerode tem um cenário muito diverso quando se fala em meio rural. “Então, a inovação vai depender da percepção empreendedora e da coragem do produtor”.

Eneide, que há dez anos se dedica ao trabalho de pesquisa e extensão rural no município, admite que empreender no Brasil e em Pomerode não é tarefa fácil, mas que com dedicação e planejamento é possível. “São muitas regras que precisam ser observadas, mas o pomerodense tem muita capacitação técnica, além de acesso a ferramentas e suporte. Hoje, mais de 20 proprietários rurais buscaram e recebem assistência técnica no município”, declara.


Marta Rocha /Oportunidades no campo: Eneide Barth, engenheira agrônoma da Epagri, fala sobre o cenário para desenvolvimento rural no município.

Como uma verdadeira entusiasta do meio rural, a engenheira agrônoma afirma que Pomerode é uma terra de possibilidades na cidade e também no campo. “É uma questão de enxergar as oportunidades e investir, mas acima de tudo, uma questão de envolvimento também para quem está no campo. Por exemplo, é possível trabalhar na agricultura e aproveitar esse fluxo turístico do município para agregar valor ao que é cultivado e produzido. Eu costumo dizer que o agricultor de Pomerode ‘tem a faca e o kochkaese na mão'”, garante.

Para Eneide ainda há muito o que ser feito para que os pomerodenses voltem o seu olhar para o campo como no passado. “Muitos ainda mantêm duas atividades, no meio rural e no urbano. Não sentem a necessidade de mudar o formato, porque ainda é para seu autoabastecimento e autoconsumo, algo no qual deva investir ou fazer diferente. Isso é um modo de vida do pomerodense, e não uma crítica, porque permitiu um modo de vida invejável. Uma fonte de renda constante, sem os riscos inerentes à atividade agrícola e isso tem que ser respeitado. Tem oferta de trabalho para todos”.

Matheus Kurth /Diversidade: assim como no meio urbano, a área rural do município é também heterogênea.

Ainda segundo a engenheira agrônoma, existe ainda a questão do conflito de gerações, e um cenário em que os mais velhos são resistentes à mudança. “Tem o lado bom e o ruim, porque mantém-se a tradição, mas outro lado, do ponto de vista de empreendimento agrícola é ruim porque a pessoa vai perdendo competitividade”, reforça.

Então, mas o desafio está em achar soluções eficientes e duradouras para manter as propriedades rentáveis. “Agricultores que foram atrás da capacitação e tiveram uma visão empreendedora estão bem. Melhor do que se tivessem mantido a atividade apenas na cidade. Eles tiveram uma olhar diferenciado, foram agregando valor ao clima e à topografia, fomentando a cadeia curta, as feiras e o fluxo de turistas. Aqueles que inovaram e investiram em suas propriedades, são aqueles que se mantêm de forma sustentável no campo. E reforço que temos um mercado consumidor enorme, não apenas turístico para ser explorado”, finaliza.

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