Pomeranos da mesma região colonizaram bairro de Pomerode




    Os imigrantes quando tomaram a decisão de deixar a Pomerânia, demonstraram enorme ato de coragem. Uma estratégia para amenizar o medo do desconhecido e se “aventurar” pelo mundo, era imigrar juntos. Pais, filhos, irmãos, tios, sogros e vizinhos partiam da mesma localidade ao mesmo tempo. Aqui em Pomerode temos um exemplo claro desse ocorrido, várias famílias da mesma região da Pomerânia vieram ao Brasil no mesmo navio, mas antes, vamos falar um pouco do local de onde saíram. Trata-se do Kreis de Naugard (Nowogard atualmente) nas vilas de Kniephof, Külz e Jarchlin, toda essa região era de domínio da família Bismarck. August Friedrich von Bismarck (avô de Otto von Bismark) comprou essas terras pomeranas de seu sogro Bernd von Dewitz no ano de 1726, então, toda aquela região que era de domínio da família von Dewitz passou a ser comandada pela família von Bismarck. Para se ter uma ideia da importância dos Bismarck, a unificação da Alemanha em 1871 constituindo-a como um país, foi feita por Otto von Bismark e seu exército prussiano. Nesse cenário de famílias poderosas que detinham as terras da Pomerânia, viviam muitos imigrantes de Pomerode que serviam os Bismarck. Essas famílias da mesma região partiram do porto de Hamburgo na atual Alemanha na data de 14 de maio de 1866. Após quase quatro meses de travessia pelo oceano Atlântico, chegaram no porto de São Francisco do Sul (na época denominado de Dona Francisca) em 03 de setembro. Desembarcam em terras catarinenses as famílias: Grützmacher, Güths, Hein, Hoge, Hornburg, Konell, Lümke, Maass, Radünz, Reinke e Siewert. São 11 famílias do Kreis de Naugard das vilas de Kniephof, Külz e Jarchlin que chegam ao Brasil e se instalam em Pomerode. No entanto, o fato mais curioso é que todas elas adquirem lotes próximos uns dos outros, colonizando a região de Testo Central Alto. Se observarmos esse bairro de Pomerode, ainda hoje podemos encontrar todos esses sobrenomes presentes nas famílias residentes. Ao pesquisar os registros antigos, também é possível observar que casamentos entre as famílias vizinhas era bastante comum. Na Pomerânia, essas famílias eram próximas e viveram ao longo de décadas sob o regime feudal, se encorajaram e “decidiram juntas” buscar uma vida melhor. No Brasil, se mantiveram próximas umas das outras para enfrentar o desconhecido. Estabelecem assim um fundamental espírito comunitário criando por exemplo suas próprias estradas, suas próprias escolas, suas igrejas e seus clubes sociais.



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