Quando abrimos as portas para o amor

Através do pequeno Henrique, Fitzen conheceu uma nova forma de amar

Foto: Arquivo Pessoal

Às vezes, o amor bate em nossa porta quando menos esperamos. Ora abrimos essa porta, ora a deixamos fechada. Mas quando abrimos, podemos nos surpreender. E foi isso que aconteceu com Rafael Pfuetzenreiter, o Fitzen.
Há um ano, Fitzen está em um relacionamento com Alina, mãe do pequeno Henrique. Na casa dessa família, moram, além de Fitzen, Alina e Henrique, de quatro anos. Quando Rafael e Alina decidiram que era hora de partir para algo mais sério, tiveram que pensar muito, e pesar todos os lados dessa história. 
Henrique é fruto de outro relacionamento de Alina. Seu pai infelizmente faleceu em um acidente, ocorrido em 2013. O carro que ele conduzia colidiu com duas árvores, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
Assim, Alina passava a ser pai e mãe. Conseguiu enfrentar esse momento difícil graças ao apoio da família e dos amigos. E foi no grupo de amigos que tinham em comum, que Alina encontrou Fitzen.
Com o passar do tempo, os dois se aproximaram mais. Fitzen conta que apoio nunca faltou. “Sempre tivemos apoio da família, dos nossos amigos. Mas é uma questão delicada, tudo deve ser muito bem pensado antes”, relata ele. 
Antes de tudo isso acontecer, eles já eram amigos. Fitzen, como padrinho de Henrique, desde sempre havia prometido cuidar e zelar pelo menino. É o que ele faz até hoje. “Ele me chama de tio Fitzen, me pede pra buscar na escola, quer que eu o acompanhe nas atividades”, relata ele. “Mas não sou pai, ele sabe que o pai dele está no céu, e é novinho para entender essas coisas. E, do jeito dele, entende”.
A rotina para eles é como de qualquer família. Têm seus compromissos e, apesar da correria de todos os dias, a maior preocupação de todos é passar tempo juntos. “Agora ele me convidou para ir na escola dele, na homenagem do dia dos pais. Claro que essas coisas me deixam feliz, ele é um menino muito carinhoso e verdadeiro”, diz Rafael.
Fitzen ainda não é pai biológico. Durante seu relacionamento, Alina engravidou, mas a gestação não se completou. “Apesar de ter sido algo triste e doloroso, muito mais pra ela do que pra mim, eu vejo que as coisas acontecem quando, como e porque têm que acontecer. Se não tivemos nosso filho biológico ainda, é porque não é hora. Mas temos o Henrique, a quem damos e recebemos muito amor”. 
Sobre as responsabilidades, ele diz viver isso a cada dia. “Todos os dias que passam descobrimos novas coisas juntos, novas responsabilidades. Isso é muito gostoso, é maravilhoso poder acompanhar o desenvolvimento de um menino tão doce como ele”, conta o lado “babão” – e não tão conhecido – de Fitzen.
E, em meio a tudo isso, todas as responsabilidades, descobertas, vivências… O maior objetivo de Alina e Fitzen é cuidar, dar amor e carinho ao pequeno Henrique. “Pra mim, esse papel paterno que tenho é muito gratificante. As risadas, brincadeiras, cartinhas, convites, todas essas coisas são as mais recompensadoras”, finaliza ele.

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