Osmar Nielsen fala sobre a oportunidade e as alegrias de ser pai aos 40 anos

Paizão: com a chegada da pequena Giulia, Osmar pode exercer a paternidade de forma completa.
“Um amor verdadeiro é aquele contínuo, alimentado a cada dia. Por isso eu digo, pais e filhos precisam estar próximos”. Osmar Nielsen foi pai pela primeira vez aos 19 anos, na época, segundo ele, fruto de uma gestação não planejada, mas um filho muito amado. “Meu primeiro filho, o Júnior, sempre foi muito especial para mim”, afirma.
Dez anos depois foi a vez da Bruna chegar à família, os dois frutos do seu primeiro casamento. “Talvez não estivesse preparado para essa verdadeira bênção que é ser pai. Talvez eu não tenha sido um pai tão presente quanto eu deveria ter sido na primeira fase da vida deles, mas enquanto somos mais jovens, sempre queremos correr atrás da máquina, adquirir bens, para tentar dar o melhor para eles. E nessa correria, a gente acaba se afastando da melhor fase do crescimento dos nossos filhos”, admite.

Kelin M. Nielsen /Proximidade: com a filha mais nova, Osmar reaprendeu a significar a cumplicidade entre pai e filho.
Osmar conta que com o término do relacionamento, ele e os filhos acabaram se afastando. “Eu lamento isso todos os dias, porque infelizmente eles não convivem muito comigo. Apesar de morarmos na mesma cidade quase não nos falamos. Às vezes, em datas especiais, eles me visitam, mas sinto a falta deles todos os dias e desse contato mais próximo”, revela.
A oportunidade de exercer a paternidade de forma completa surgiu com o nascimento da pequena Giulia, quando Osmar já tinha 40 anos. “Quando conheci a Kelin não imaginava que seria pai novamente e confesso que tinha medo do que poderia acontecer. No começo, fiquei meio apreensivo em reviver toda essa aventura que é ser pai, ainda mais que já era mais velho. Eu falava para minha esposa que nem fralda trocaria, mas quando a Giulia nasceu tudo mudou”, declara.

Kelin M. Nielsen /
Com a chegada da terceira filha, Osmar diz que pode viver cada instante e aproveitar cada fase da sua vida. “Talvez porque já estava com a vida mais estabilizada e por ter uma grande parceira do meu lado, posso estar próximo do desenvolvimento de cada fase da Giulia. Tento fazer tudo por ela, o que talvez não tenha feito pelos dois primeiros filhos, e acredito que com ela eu realmente sou pai. Só peço a Deus que possa viver muitos anos para vê-la crescer como pessoa”, revela.
Para o Dia dos Pais, Osmar, que também já é avô por duas vezes, tem um desejo bem especial. “Meu maior presente de Dia dos Pais seria ter o convívio diário com os três, sinto muito a falta deles em minha vida. Para os outros papais eu digo para que vivam com os seus filhos enquanto puderem, não pensem apenas em coisas materiais. Pegue-os no colo enquanto são pequenos, abrace-os muito porque depois pode ser que seja tarde. Procurem estar próximos dos seus filhos em cada fase da vida deles. Afinal, se não for por eles, nada tem sentido e nada é completo, não é mesmo?”, conclui emocionado.
































