Além dos famosos polvinhos para os bebês prematuros, artesãs produzem mantas para internos do Pommernheim

Foto: Marta Rocha/Testo Notícias
Boas ações têm o poder de se espalhar e abraçar causas nobres em todos os cantos, um alcance tão amplo que se assemelha à destreza dos tentáculos de um polvo. Animal, este, que tem tudo a ver com a ação de um grupo de artesãs que abraçou a ideia de levar aconchego a quem precisa.
Tudo começou com o Projeto Octo, idealizada pelo consultor da Associação Empresarial de Pomerode (Acip), Maurício Nienow, que propunha a criação de polvinhos que levam carinho a bebês prematuros, que ficam em incubadoras. Hoje, pouco mais de um ano após a criação do protótipo, pela artesã Dirce Goede, a responsável sente-se orgulhosa com os resultados alcançados. “É maravilhoso, me sinto tão bem vendo o bebê com o seu polvinho, que foi batizado carinhosamente de Octávio. É um sentimento sem explicação”, revela.
Dirce explica que, neste ano, já foram confeccionados 100 polvos, 50 deles foram para o hospital e outros 50 postos para a venda na loja Feito em Pomerode, com o intuito de custear o projeto.
De acordo com a coordenadora do projeto, Magrit Trettin, no momento estão ativas dez artesãs que trabalham na ação. Outras dez estão inativas, ou seja, por algum motivo não podem estar presentes em todos os encontros. E a resposta de cada uma é unânime, todas se sentem realizadas com cada peça produzida.
E o projeto com os polvinhos deu tão certo, que uma nova ideia surgiu, desta vez para acalentar outro público, o de internos do Pommernheim.
Mantas solidárias
As voluntárias explicam que a nova iniciativa surgiu quando acharam que já haviam criado polvos suficientes. “Durante uma conversa minha com a Magrit, nos questionamos: por que não ajudar outras instituições como o Pommernheim e, futuramente, a Rede Feminina?”, conta Dirce.
Magrit destaca que, mesmo nos dias considerados quentes para quem está desenvolvendo alguma atividade, os idosos permanecem grande parte do tempo sentados, portanto, sentem mais frio. “Queremos fazer também toucas, cachecóis e meias de lã para eles, mas precisamos de ajuda com matéria-prima, a lã. Muitas pessoas e empresas, como a Círculo, são nossas parceiras”. Aliás, quem desejar colaborar com o projeto através da doação de linhas ou lã, ou ainda ajudando a crochetar e tricotar, será bem-vindo ao grupo.
A entrega das mantas acontecerá na quarta-feira, dia 1º de agosto, no Centro de Convivência Pommernheim. “Nós cidadãos podemos fazer a diferença com pequenos gestos. São pequenas atitudes que se transformam em grandes mudanças”, afirma Magrit.
O grupo formado pelas voluntárias: Edalina Weh, Maria de Oliveira Hoffmann, Vanusa Moller, Eliana, Maike, Maria Nones, Solange Moller Rusch, Maria Isabel Pilar, Mariana Kraft, Magrit Trettin, Dirce Goede e Zita Brandl, se reúne em um espaço cedido pela Fundação Cultural.
Imagens

Foto: Foto: Marta Rocha/Testo Notícias
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