Caroline de Barba descobriu na bicicleta um meio de locomoção, trabalho e lazer
Por: Redação TN

Quem nunca se estressou no trânsito, que atire a primeira pedra. Diante do aumento do tráfego de veículos, algumas pessoas decidiram largar o carro e a moto e escolheram um meio de locomoção alternativo e que, de quebra, gera uma rotina mais saudável: a bicicleta. Dentre os adeptos estão muitos que cultivam o amor pela “magrela” desde cedo, ainda na infância.
“Eu sempre andei de bicicleta. Na minha primeira foto pedalando eu tinha quatro anos e estava na garagem de casa.” Assim como descreve, Caroline Beatriz Boppré de Barba, de 40 anos, não consegue recordar exatamente de quando começou essa paixão, sabe somente que esteve presente durante toda sua vida.
Com 15 anos, começou a pedalar com grupos em distancias mais longas. Quando ainda morava em Blumenau, ia frequentemente até Balneário Camboriú e Schroeder. “Todo fim de semana era uma aventura! Como não se apaixonar?”. Dois anos depois, com apenas 17, Caroline já fazia cicloviagens, sendo sua primeira para Urubici. “Ficamos uma semana pedalando, foi inesquecível! Um novo mundo se abriu para mim e até hoje amo viajar de bicicleta”, destaca.
Mesmo gostando e admirando esse universo do pedal, ela admite que nunca imaginou que ele se transformaria em um meio de gerar renda. “Eu até tentei ser atleta de ciclismo, mas treinar forte não era para mim”, pondera. Diante disso, decidiu colocar a bicicleta somente como meio de transporte e a utilizava frequentemente para cumprir essa função.
No entanto, em 2013, recebeu a oportunidade que mudou sua vida: trabalhar como guia de cicloturismo para uma operadora e agência turismo, especializada nessa área. “Eu não pensei duas vezes e estou lá até hoje. Levamos pessoas de todos os lugares, para pedalar aqui no nosso lindo Vale Europeu”, afirma.

Fábio Gonçalves/Caroline descobriu, na bicicleta, o amor.
Quando se mudou para Pomerode, Caroline passou a utilizar ainda mais a bicicleta como meio de transporte, pedalando quase todos os dias. Isso porque, segundo ela, a cidade lhe permite fazer tudo com sua companheira. “Se não tenho para onde ir, saio só para passear mesmo. Também uso a bicicleta para viajar e visitar os parentes no fim de semana”, salienta.
Dos pedais mais longos que já fez, está o desafio organizado e muito conhecido entre os ciclistas chamado Audax, evento ciclístico não-competitivo e de longa distância. Nele Caroline pedalou 300km em um só dia. “Fomos de Curitiba a Castro, no Paraná, e voltamos”, relembra.
Com o desafio de pedalar longas distancias, seja a lazer ou trabalho, ela diz que o corpo cria uma “carcaça” para o cansaço. “Depois de 25 anos pedalando quase todo dia, nos adaptamos bem rápido a esse grande volume de pedal. Nosso corpo é incrível e tem um poder de adaptação que não imaginamos.”

Arquivo pessoal/A maior distância que já fez em um só dia foi 300km.
Para ela, pedalar representa qualidade de vida e saúde. “Sempre pedalei e nunca tive problema com peso, depressão, doenças, insônia ou dores, por exemplo. Pedalar me parece uma ‘santa prevenção'”, destaca. Além disso, pondera sobre a melhora significativa no trânsito proporcionada pelo aumento no número de ciclistas. “Terá menos estresse e menos poluição, além de aproximar as pessoas, gerando mais empatia entre elas durante seus deslocamentos.”
Aos que estão pensando em utilizar essa companheira como meio de locomoção ou mesmo para lazer, Caroline dá um simples conselho: comece, pois os benefícios são diários e imediatos. “Logo você perceberá que, quando se desloca com bicicleta, se sente muito melhor. Pomerode é uma cidade que permite às pessoas se locomoverem com segurança nas ciclovias e por isso eu escolhi morar aqui. Usem esse presente que a cidade nos dá. Quanto mais pessoas pedalando, mais espaço teremos para pedalar!”, finaliza.
































