Clube Botafogo realiza evento teste de FAN 32

Prova, também conhecida como tiro à hélice, ocorre até o domingo, 12, em Pomerode

O Clube de Caça e Tiro CER Botafogo realiza neste fim de semana o evento teste de FAN 32, popularmente conhecido como tiro à hélice. O encontro, que iniciou na manhã desse sábado, 11, segue durante toda a tarde e ocorre também neste domingo, dia 12, a partir das 9h.

Ao todo, 40 atiradores das cidades de Pomerode, Balneário Camboriú, Mafra, São Bento do Sul, Blumenau, Itajaí, Jaraguá do Sul, Timbó, Rio dos Cedros, Rodeio e Joinville estiveram presentes. Muitos expectadores também acompanharam o evento que atingiu o somatório de 1.100 hélices lançadas e 1.500 disparos.

Para o presidente do Botafogo, Jürgen König, uma oportunidade para mostrar a estrutura do clube e, principalmente, difundir a modalidade na região. “É um esporte que vem ganhando muitos adeptos. E nós, como diretoria, temos a proposta de inovar sempre, por isso, trouxemos um evento inédito para a região do Vale e do Alto Vale do Itajaí”, afirma.

Ele explica que o evento teste FAN 32 (Hélice) foi organizado em tempo recorde e surpreendeu pela procura e inscrições antecipadas para participação. “O sucesso dessa prova só reforça a proposta do Botafogo para implementar essa modalidade de tiro esportivo o quanto antes no clube, que será pioneiro na região”, reforça.

Foto: Marta Rocha

Uma iniciativa que, segundo o atirador profissional e percursor do tiro no município, Ivair José Dalcanali, tem surpreendido pelo número de adeptos. “Essa é a primeira vez que a prova ocorre em Pomerode e temos competidores de todas as regiões do estado. Por isso, imagino que em um futuro não tão distante o nosso clube deva implantar o tiro à hélice também”, declara.

FAN 32 (Hélice)

Quem explica como funcionada essa modalidade, é o coordenador do tiro ao voo do Botafogo, Jaime Verediana. A hélice simula o voo de um pombo e vem substituir um esporte que era praticado desde o século passado, onde se usavam os animais. “No Brasil e na maioria dos países do mundo, essa prática é proibida há muitos anos. Por isso, os pombos foram substituídos pelas hélices.”

O atirador deve abater o alvo branco que está na hélice, de modo que caia no interior da raquete (cancha). “A hélice é feita de plástico e tem 28 cm de diâmetro. Ela é composta de duas partes, a hélice em si e o miolo, que é conhecido como testemunho. Pela regra, é preciso separar as duas partes, o miolo tem que ser desprendido da hélice e cair em um cercado que fica a 48 metros do atirador”, complementa.

Foto: Marta Rocha

Cinco máquinas diferentes soltam uma hélice de cada vez, o atirador não sabe de qual delas sairá a hélice. “A hélice pela sua dinâmica, acaba sendo um tiro mais esportivo porque ela tem uma trajetória indefinida. Cada atirador pode dar dois tiros em uma sequência de três vezes.”

Jaime reforça, ainda que a modalidade é totalmente segura e que segue todas as normas necessárias exigidas. “Todos os atiradores têm registro de suas armas, com toda a documentação rigorosamente em dia, é um esporte praticado com toda a segurança. A modalidade permite interação de atiradores de diversas localidades e também com os familiares, que podem acompanhar os tiros”, ressalta.

Proibido reproduzir esse conteúdo sem a devida citação da fonte jornalística.

Receba notícias direto no seu celular, através dos nossos grupos. Escolha a sua opção:

WhatsApp

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui