No sábado, dia 17, o Clube Esportivo e Recreativo Botafogo inaugurou uma pedana de hélice, em Pomerode. O local passa a contar com a nova modalidade de tiro esportivo, que possui pouco locais para a prática em Santa Catarina.
O presidente do Botafogo, Jürgen König, destaca que esse é um grande passo para o Clube. “Ao longo desses últimos 15 anos, a gente tem investido nas mais diversas modalidades de tiro esportivo”, comenta.
O local levou cerca de dois anos para a finalização das obras, além de ter um investimento de quase R$ 400 mil. O presidente conta que o objetivo era continuar os projetos e investimentos para oferecer mais modalidades aos associados e para toda a região.
Jürgen revela que o Clube teve muitas adversidades e dificuldades para conseguir implantar o tiro à hélice. “Demandou um custo elevado de terraplanagem, infraestrutura e também de equipamentos para a modalidade. Mas, agora, conseguimos dar mais um passo importante para o Botafogo e para a cidade.”
Ele ainda explica que o Clube tem uma área privilegiada para o tiro esportivo e que pretende continuar investindo nessa prática. “Antigamente, tínhamos somente o tiro pressão e carabina apoiada e, agora, temos as mais diversas modalidades. Isso é importante para trazermos cada vez mais simpatizantes e associados ao Botafogo”, frisa.
Oliver Wobetu, proprietário da Casa da Pólvora, conta que Pomerode é a cidade com mais clubes de caça e tiro per capita no Brasil. “No município, há 15 clubes que preservam a tradição e inauguramos no Botafogo o Tiro à Hélice, que é praticado, normalmente, em espingardas sobrepostas.”
A origem do tiro à hélice
João Cláudio Rückl foi campeão brasileiro do tiro à hélice em 2018 e esteve presente na inauguração da pedana no Botafogo. Ele explica que a modalidade surgiu após a proibição do tiro ao pombo. “Depois disso, surgiu o tiro à hélice e, desde então, milhares de pessoas têm aderido ao esporte”, acrescenta.

Essa modalidade funciona com cinco máquinas, as quais disparam hélices de forma aleatória. “Você não sabe de qual delas a hélice vai sair e nem a direção dela, pode ir para a esquerda, direita, para frente ou um pouco para cima”, comenta Jaime Verediana, diretor de tiro do Clube Botafogo e organizador do evento que ocorreu sábado.
A única direção que o objeto não segue é para trás, ou seja, mais próximo do atirador. Além disso, a hélice sai com uma velocidade de aproximadamente 100 km/h. Os participantes devem acertar o tiro no centro do objeto, destacando a parte móvel, a qual deve cair entre a distância da máquina e uma cerca que delimita a área.
Com isso, os atiradores disparam em uma distância de 25 a 30 metros da hélice. “Isso significa que se fosse atirar no pombo, a ave teria que ser abatida dentro dos 21 metros entre a máquina e a cerca”, finaliza.
































