Um exemplo para seguir

Lauri Kienen integra a APP desde que a filha, agora com 14 anos, frequentava a creche

“Ninguém aprende nada sozinho, você precisa ensinar e dar o exemplo.” É assim que Lauri Kienen, de 48 anos, resume a educação que ele e a esposa, Elena Kienen, estão dando para a filha, Ágatha Kienen, de 14 anos. Lauri é daqueles pais que prefere dar o exemplo em lugar de só  . Por isso, desde cedo, é voluntário na Associação de Pais e Professores (APP).

Tudo começou com o nascimento da filha do casal. Os planos para engravidarem existiam, mas, segundo Lauri, você nunca espera exatamente o dia em que receberá essa notícia. “Quando minha esposa me contou, senti uma emoção que só os pais sentem na vida, é uma coisa única. Não tem muito o que descrever, só alegria, é um sentimento bom de ter seu filho ou filha”, salienta.  

Quando Ágatha ainda frequentava a creche, cresceu dentro de Lauri a curiosidade em saber o que estava acontecendo na instituição, além de, claro, a vontade de ajudar. “O melhor jeito de descobrir isso é estando dentro da escola e entidade ao participar da APP. Quando minha filha entrou na Escola Básica Municipal Dr. Amadeu da Luz, fiquei um ano fora, mas depois corri de volta para me voluntariar”, afirma. Desde lá, permanece ajudando a associação e declara, ainda, que seguirá até o fim. “Ano que vem, minha filha sai da Amadeu e eu terei que sair da APP da escola, aí termina nossa jornada lá, mas, quem sabe, iniciaremos outra.”

Atitude também motivada pelo exemplo do pai de Lauri, que sempre ajudava como possível a escola do filho. “Sou natural do Paraná, então meu pai auxiliava em uma instituição de lá. A vontade de ajudar, com certeza, veio do meu pai, porque você segue o exemplo, a educação vem de casa.”

Por isso, para ele, estar na APP mostra para a filha aprendizados que ela pode levar para toda a vida. “Tanto é que quando tem essas feijoadas ela sempre quer ajudar, ir junto, acho que isso é o maior exemplo que um pai pode dar para o filho. Ninguém aprende nada sozinho, você precisa ensinar e dar o exemplo. Acredito que se um dia ela tiver filhos, também ajudará na escola, porque ela teve o exemplo do pai e da mãe. A mãe dela não participa da APP, mas sempre ajuda como pode e a Ágatha também”, declara.

Como consequência das ações tomadas pela família em prol da escola e da comunidade, ele espera que a filha se torne uma mulher educada e que consiga correr atrás de seus objetivos. “A herança que posso dar para a minha filha é a educação, o que eu puder fazer para ajudar, farei.”

Voluntariado: Lauri junto com outros integrantes da APP na construção da barraca para a feijoada/ Foto: Arquivo pessoal

Sobre as principais atividades da APP, ele conta que a associação se reúne para decidir o rumo da escola. Por exemplo, decidir em que será investido o dinheiro arrecadado de uma feijoada. “Não é uma verba pública, esse dinheiro veio dos pais e da população. Por isso, não podemos gastar com qualquer coisa, temos que reverter em prol dos alunos e da comunidade”, expõe.

Para os pais e mães, ele deixa um recado especial: “Não tenham medo de participar de uma APP, é o melhor lugar para se informar da escola que seu filho estuda. Ele sempre terá você como exemplo, porque muitos pais reclamam, mas não querem participar. Eu botei a cara à tapa, mesmo que cansado, depois do trabalho, é algo que vale a pena.” 

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