Fenômeno raro está sendo monitorado na costa do Brasil

Marinha confirma fenômeno raro no Atlântico Sul

Uma situação considerada inédita foi registrada na costa do Brasil nesta segunda-feira, 2 de março. Duas áreas de baixa pressão com características de depressão subtropical atuam simultaneamente no Atlântico Sul, conforme análise do serviço meteorológico da Marinha do Brasil. O cenário é apontado como extremamente incomum desde que o órgão passou a monitorar ciclones atípicos na região.

Segundo informações divulgadas pela Marinha e analisadas pela MetSul Meteorologia, é raro que um sistema desse tipo atue próximo ao litoral brasileiro. A ocorrência simultânea de dois, no entanto, é tratada como inédita dentro do histórico recente de monitoramento.

Sistemas estão sobre o mar e não oferecem risco à costa

Apesar do caráter incomum, os dois sistemas estão em alto-mar e não apresentam risco direto para o litoral, incluindo Santa Catarina.

O primeiro centro de baixa pressão foi identificado com pressão atmosférica de 1000 hPa, localizado mais ao Sul do Atlântico. O segundo, com 1003 hPa, está posicionado mais ao Norte. Ambos se deslocam para Sudeste, ou seja, cada vez mais afastados da costa brasileira.

Os ventos sustentados em cada sistema variam entre 50 e 60 km/h, com rajadas mais intensas sobre o oceano. A condição no mar é classificada como mar grosso a muito grosso, oferecendo risco apenas à navegação.

Possibilidade de evolução é considerada baixa

De acordo com a MetSul, os dois sistemas não devem ganhar força significativa nos próximos dias. A chance de evoluírem para tempestade subtropical é considerada improvável neste momento.

Caso houvesse intensificação e organização maior dos ventos, o sistema poderia receber nome oficial, conforme protocolo da Marinha. Porém, os modelos atuais indicam manutenção da intensidade e deslocamento contínuo para áreas mais distantes do continente.

O que é uma depressão subtropical

A depressão subtropical é um sistema híbrido, que reúne características tanto de ciclones tropicais quanto de sistemas extratropicais. Costuma se formar sobre águas relativamente quentes e pode apresentar áreas de chuva e trovoadas deslocadas do centro principal.

No Atlântico Sul, esses fenômenos não são comuns. A formação simultânea de dois sistemas desse tipo na costa brasileira chama atenção justamente por sua raridade.

Santa Catarina segue monitorando

Embora o fenômeno não represente ameaça direta ao estado, Santa Catarina acompanha a evolução das condições no oceano. O histórico recente mostra que o mês de março pode registrar sistemas atípicos na costa, o que exige atenção redobrada das autoridades meteorológicas.

Neste momento, porém, a avaliação é de que os dois sistemas permanecerão sobre mar aberto, sem impacto significativo em terra firme.

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