Uma colheita extraordinária surpreendeu os moradores de Pomerode Fundos na tarde de ontem (13), onde o agricultor Jaime Turinelli, de 52 anos, retirou da terra um aipim com impressionantes 2,20 metros de comprimento e 15 quilos. A descoberta aconteceu há cerca de uma semana, enquanto ele observava a plantação e notou que parte da raiz estava visível. Jaime relatou que já percebia cerca de um metro do alimento para fora da terra, mas ao decidir cavar ao redor para verificar a extensão real, percebeu que a medição ultrapassava o dobro do que ele imaginava.
O sítio onde a raiz foi encontrada pertenceu aos pais de Jaime e hoje é a residência de sua mãe. O agricultor, que herdou a propriedade e mantém a rotina diária de cuidar dos animais e do terreno, explicou que o aipim foi plantado por seu pai, que já é falecido há um ano e oito meses. Estima-se que a planta estivesse no solo entre três anos e três anos e meio. Segundo ele, a colheita demorou a acontecer devido à grande quantidade de plantação existente no local e em outros dois pontos do terreno, mas ele resolveu limpar a área nesta semana, o que resultou na descoberta.

Ao se deparar com o tamanho da raiz, o agricultor afirmou ter ficado maravilhado e assustado com o que viu. Ele contou: “enquanto cavava, sentia que a raiz não tinha fim. Quase não consegui transportar o aipim para a parte de baixo da propriedade sozinho, tanto pelo comprimento quanto pelo peso”.
A família já tem planos para o destino da colheita gigante. O agricultor afirmou que o aipim não será vendido, mas sim servido em uma reunião familiar para o preparo de uma “vaca atolada”. Para garantir que o alimento fique macio, a mãe de Jaime, Dona Leonilde Turinelli, de 70 anos, compartilhou um segredo culinário da família. Ela explicou que o ideal é colocar o aipim congelado diretamente na água já fervente com sal, afirmando que o choque térmico acelera o cozimento e deixa a raiz com uma textura excelente.

O sítio mantém a tradição de Seu Mário com cultivos variados incluindo batata-doce, hortaliças, bananas e chuchu. Embora a maioria das qualidades de aipim leve entre seis meses e dois anos para a colheita, a paciência em deixar a planta no solo por mais de três anos garantiu a Jaime um registro histórico que remete ao legado de seu pai, que também já havia sido notícia no jornal local por suas colheitas produtivas no passado.
































