A Polícia Civil de Blumenau forneceu mais detalhes sobre o caso da bebê encontrada morta na tarde de terça-feira. Assim que recebeu o caso, a delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Blumenau, Juliana Cintia de Souza Tridapalli, determinou à equipe de policiais o início das investigações.
Em contato com o médico legista da Polícia Científica, a delegada recebeu a informação, de forma extraoficial e preliminar, de que a causa da morte da bebê de um ano e meio foi por asfixia e não por sufocamento ou esganadura. E que até o momento os exames não apontaram indícios de violência sexual.
“Ainda não temos os laudos conclusivos, mas o primeiro resultado da autópsia apontou que a criança morreu por engasgamento com líquido, o que converge com o depoimento dos pais de que alimentaram a criança e depois a colocaram para dormir juntamente com a família”, disse a delegada. Ela explicou que os peritos trabalharam de forma ágil, mas destacou que o resultado de alguns laudos pode levar até 30 dias.
Em relação ao que foi divulgado sobre o pai ter apertado a criança contra o próprio peito para adormecê-la. A PC disse que “o fato foi confirmado em depoimentos de ambos os pais, eles disseram que isso teria acontecido uma única vez, há cerca de seis meses, e que o pai adotou tal atitude para que a criança adormecesse, sendo inclusive advertido pela mãe e pelo pediatra da família.”
A Polícia Civil trabalha com todas as hipóteses possíveis e considerando as provas que tem. “Em nenhum momento a Polícia Civil divulgou informações sobre violência sexual ou doméstica, pois não temos nenhum indício dessas situações. Inclusive a família está bastante temerosa e com medo de comparecer no velório da própria filha, em razão do que vem sendo veiculado. Por isso, é importante cautela sobre o que divulgar”, explica a delegada.
Atendimento na Central de Plantão Policial
Os Policiais Militares que atenderam a ocorrência levaram os envolvidos para a Central de Plantão Policial, onde todas as providências iniciais foram tomadas e as declarações dos envolvidos foram colhidas. O delegado plantonista, Christian Siqueira, não lavrou o Auto de Prisão em Flagrante por não haver indícios de crime e o caso foi transferido para a Delegacia Especializada, para continuidade das investigações. ”Importante mencionar que, além dos depoimentos coletados, o delegado plantonista, na ocasião, conversou com o médico perito o qual já havia mencionado a ausência de sinais de violência ou crime sexual”, salientou a Polícia Civil.
































