Preso suspeito de aplicar golpe usando o nome do delegado Egídio Ferrari

O criminoso aplicava o conhecido golpe da Sextorsão

Após mais de cinco meses de investigações, a Polícia Civil de Santa Catarina chegou ao suspeito de liderar uma quadrilha que vinha praticando o chamado golpe da “Sextorsão”. Nomes de policiais conhecidos na região do Vale, como o do delegado Egídio Maciel Ferrari, estavam sendo usados pelos criminosos, além do nome do próprio delegado-geral de Santa Catarina.

Com a ajuda do Laboratório de Tecnologia Cibernética (CIBERLAB) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC/PCSC), os policiais conseguiram identificar e realizar na manhã de quarta-feira, 21, uma operação em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de seis suspeitos de participação no crime de extorsão e associação criminosa tipificados nos artigos 158 e 288, ambos, do Código Penal. O homem preso é suspeito de ser o chefe da quadrilha.

O delegado Egídio fez a denúncia na sua rede social

De acordo com a investigação, o grupo se passava por uma jovem mulher, que buscava se relacionar com homens nas redes sociais. Depois de estabelecer um diálogo, ambos trocavam fotos eróticas. Posteriormente, pessoas se passando pelo delegado-geral de Santa Catarina, além de outros supostos delegados, exigiam depósito em PIX sob o pretexto de evitar a prisão do homem por pedofilia, pois afirmavam que a jovem era adolescente.

A operação contou com cerca de 30 policiais civis e o apoio das Delegacias da DEIC/SC (DRCI, DFAZ e DD) e de policiais da Core/RS e DEIC/RS.

A Polícia Civil de Santa Catarina reforça que nenhum policial civil faz contato para solicitar dinheiro para deixar de realizar o seu trabalho. Se isso ocorrer, se trata de golpe. Denuncie!

Relembre em caso

Em abril deste ano, o delegado Egídio Maciel Ferrari foi às redes sociais para denunciar o golpe. Os estelionatários utilizaram o nome e a foto do delegado no aplicativo WhatsApp para extorquir dinheiro das vítimas.

Depois da troca de fotos íntimas entre uma suposta mulher e a vítima, os criminosos entraram em contato informando que ela estaria sendo investigada pelo crime de pedofilia. O estelionatário ainda mandou o número de uma conta bancária para que a vítima depositasse dinheiro em troca de não ser presa. “O golpe tá aí! Muita atenção! estão se passando por mim no WhatsApp. O número de telefone e os dados da conta foram apagados para não prejudicar a investigação. Temos que fazer alguma coisa para reduzir o número de especialistas em golpes pelo WhatsApp”, escreveu na época o delegado.

Créditos: Jornal Metas/Gaspar

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