Na manhã desta terça-feira, dia 30, a Polícia Civil deflagrou a Operação Hereditarium, que investiga o direcionamento ilegal de contratos emergenciais do Samae de Pomerode em favor de empresas de uma mesma família, incluindo o possível superfaturamento do objeto do contrato.
A Polícia Civil tomou conhecimento de que o Samae de Pomerode realizou duas contratações emergenciais relacionadas ao serviço de coleta de resíduos domiciliares (coleta de lixo), em 2021 e 2024.
A investigação apontou que duas empresas diversas foram agraciadas com os contratos. De acordo com eles, a proprietária da empresa contratada em 2021 é a mãe da proprietária da empresa contratada em 2024, ambas sem licitação.
Também verificou que, em 2022, houve licitação para a prestação desse serviço, com preço fixado em R$ 204,00 por tonelada de lixo recolhido.
No entanto, no dia 31 de maio de 2024, o Samae deixou de renovar o contrato licitado para realizar uma contratação sem licitação, com preço fixado em R$ 350,00/tonelada, evidenciando o possível superfaturamento do serviço em aproximadamente 71%.

Com base nesses fatos, a Polícia Civil cumpriu seis mandados de buscas domiciliares em desfavor dos envolvidos, nos municípios de Pomerode, Blumenau, Joinville e Timbó.
Durante a operação, foram apreendidos dispositivos informáticos e documentos. Em uma das residências, foi encontrado o valor de 5.500 dólares.
Além disso, um servidor do município de Pomerode foi preso em flagrante pelo delito de posse ilegal de arma de fogo.
Participaram da operação a Coordenação Estadual de Combate à Corrupção (CECOR), o Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB/DEIC), além das equipes da DECOR/DEIC, 1DECOR, 2DECOR, 3DECOR e da Delegacia de Polícia da Comarca de Pomerode.

































