Santa Catarina já conta com antídoto para intoxicação por metanol; saiba se o Estado já registrou casos

Medida preventiva garante que a rede de saúde esteja pronta para agir em caso de emergências

Santa Catarina se antecipou a uma possível crise relacionada ao consumo de bebidas adulteradas com metanol e já dispõe do antídoto capaz de tratar a intoxicação. A medida é preventiva, já que até o momento não há casos ou suspeitas no Estado.

Nas últimas semanas, o estado de São Paulo registrou diversas ocorrências de intoxicação, algumas delas fatais, associadas a destilados falsificados, configurando um Evento de Saúde Pública (ESP). Diante do alerta nacional, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, mobilizou a rede assistencial para reforçar protocolos de atendimento, garantir notificação obrigatória e disponibilizar o tratamento adequado.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, a rede já está preparada para atuar com rapidez em qualquer eventualidade.

“Enviamos uma nota técnica aos municípios com orientações detalhadas sobre o manejo clínico. Se houver suspeita de intoxicação, temos exames disponíveis e antídoto garantido para atender a população”, destacou.

Como identificar e agir diante de suspeitas

Em casos suspeitos, os serviços de saúde devem contatar imediatamente o CIATox-SC pelos telefones 0800 643 5252 (24h) ou (48) 3721 9173. O protocolo reforça ainda que é essencial guardar a embalagem da bebida, registrar o local de compra e identificar outras pessoas que possam ter consumido o mesmo produto. Essas informações podem ser determinantes para rastrear a origem da adulteração.

Sinais de alerta

A intoxicação por metanol pode evoluir rapidamente. Os sintomas incluem:

  • Até 6h após o consumo: dor de cabeça, tontura, sonolência, náuseas, vômitos, dor abdominal e alterações visuais (visão turva, fotofobia).
  • Entre 12h e 24h: acidose metabólica, agravamento dos sintomas visuais e neurológicos; a ingestão de etanol pode retardar a evolução.
  • Casos graves: convulsões, coma, cegueira irreversível, insuficiência renal, arritmias e falência de órgãos.

Fiscalização intensificada

Além da área da saúde, Procon-SC, Polícia Civil e Imetro-SC participam das ações preventivas, incluindo a padronização da fiscalização de bares, supermercados e distribuidores de bebidas em todo o Estado. A orientação é que comerciantes redobrem a atenção e mantenham sempre a comprovação da origem lícita dos produtos.

Embora o último óbito por ingestão de metanol em Santa Catarina tenha ocorrido em 2022, sem relação com bebidas adulteradas, o Estado reforça que está em alerta e preparado para agir.

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