Treinar um cachorro vai muito além de ensinar comandos básicos como “senta” e “fica”. Trata-se de um processo que exige comunicação, constância e sintonia entre tutor e animal. É o que defende o cabo da Polícia Militar e treinador de cães Thiago Maass, que também atua como empreendedor no universo do crossfit. Apaixonado por animais desde a infância, Maass atualmente trabalha em Timbó e já integrou o canil do 10º Batalhão da PM, em Blumenau.
Ele costuma brincar que, quando é chamado para “adestrar” um cão, termo que nem gosta de usar, acaba treinando mesmo é o tutor. “O animal aprende, independente de idade ou raça. Mas muitas vezes é o tutor quem precisa mudar hábitos e comportamentos. É por isso que, às vezes, o cachorro não obedece”, explica.

O treinamento, afirma Maass, baseia-se principalmente em técnicas de reforço positivo para incentivar comportamentos desejados e corrigir aqueles considerados inadequados. Ainda assim, ele lembra que o instinto animal pode falar mais alto. “Um exemplo é o hábito de passear com o cachorro sem guia. Basta um gato miar do outro lado da rua para que o cão atravesse sem olhar, guiado puramente pelo instinto. Isso pode causar um atropelamento”, alerta.
Segundo o treinador, a falta de rotina e disciplina por parte dos tutores é outro fator que compromete o aprendizado. “A comida não deve ficar disponível o dia inteiro. O cão precisa ter horário para comer e entender que, se não se alimentar naquele momento, ficará sem até o próximo. Também é importante recompensar comportamentos corretos e punir os inadequados”, orienta.
Entre os exemplos, ele cita o cachorro que pula insistentemente quando vê a guia do passeio. “Se ele pular demais, guarde a guia e cancele o passeio. Quando se comportar, aí sim ele sai. O cachorro aprende por repetição”, destaca. Para Maass, um cão educado representa qualidade de vida para toda a família. “O treinamento aumenta a segurança do animal, melhora a convivência com humanos, reduz a agressividade, o latido excessivo e a ansiedade de separação, entre outros benefícios”, observa.
Formado em cinotecnia policial, área que estuda o comportamento, anatomia e fisiologia canina aplicada ao trabalho, Maass também se especializou em psicologia positiva voltada aos cães, que utiliza métodos de incentivo ao aprendizado e ao comportamento equilibrado.
Na Polícia Militar, o cabo treinou e trabalhou com Kaiser, que desapareceu há cerca de um ano e acredita-se ter sido levado pela correnteza após pular no rio, estando em operação. “Foi muito dolorido perder meu parceiro de trabalho”, lamenta.
O amor pelos animais também se reflete em casa. Maass é tutor de cinco cães: Bolinha, uma vira-lata; Szita, uma pastora belga; Baghera, uma labradora; Gohan, mestiço de labrador com pastor-holandês; e Panzer, um pastor holandês. A convivência com seus próprios cães, somada à experiência na PM, forma o que ele considera seu melhor currículo.
Quem quiser treinar um cachorro, pode falar com o Thiago Maass no (47) 99136-8339.
































