Novos motoristas terão que fazer exame toxicológico, inclusive para dirigir carro e moto

Teste detecta uso de drogas nos últimos meses e a presença de qualquer quantidade no organismo impede a obtenção da CNH

Quem pretende tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) agora precisa cumprir uma nova exigência: a realização do exame toxicológico. A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2025 e passa a valer para candidatos das categorias A e B em todo o país.

O exame tem como objetivo identificar o uso de substâncias psicoativas em um período retrospectivo que pode chegar a até 180 dias. Para obter a habilitação, o candidato deve apresentar resultado negativo no teste.

Diferente de outros exames, o toxicológico não mede a quantidade de droga no organismo, apenas a presença. Ou seja, se qualquer substância for detectada dentro da janela de análise, o resultado é considerado positivo, o que pode levar à reprovação no processo.

Como funciona o exame

O teste é feito a partir da coleta de cabelo, pelos ou unhas, que funcionam como registros biológicos do organismo. Após a coleta em um laboratório credenciado, o material passa por análise técnica, com controle rigoroso para garantir a confiabilidade dos resultados.

O processo inclui etapas como agendamento, coleta da amostra, envio ao laboratório, análise e emissão do laudo.

O que pode reprovar

O exame é dividido por classes de substâncias. Entre as principais que podem levar à reprovação estão:

  • Anfetaminas, como rebite e ecstasy
  • Canabinoides, como maconha e derivados
  • Opiáceos e opioides, como morfina e heroína
  • Cocaína e substâncias relacionadas, como crack
  • Outros compostos, incluindo alguns medicamentos específicos

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito mostram que, entre 2021 e 2025, a cocaína foi a substância mais detectada nos exames realizados no país, seguida por opiáceos, anfetaminas e maconha.

Mais rigor para novos motoristas

Com a nova regra, o processo para obtenção da CNH passa a incluir também a análise do histórico recente de uso de drogas pelos candidatos. A medida busca reforçar a segurança no trânsito e ampliar o controle sobre quem está apto a conduzir veículos.

A exigência já está em vigor e deve impactar diretamente quem pretende iniciar o processo de habilitação em 2026.

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