A Organização Mundial da Saúde divulgou relatório, no qual afirma que, em dez
anos, a falta de atividade física pode levar cerca de quinhentos milhões de pessoas em
todo o mundo a desenvolverem doenças crônicas.
O relatório da OMS pede aos governos que “atuem com urgência” para
promover ações que incentivem a prática de exercícios físicos entre a população, pelos
benefícios individuais, sociais e econômicos, pois tratar esse enorme número de
doentes irá custar cerca de trezentos bilhões de dólares à sociedade, ou seja, mais de
um trilhão de reais, nos próximos 10 anos.
Com esse dinheiro, se poderiam formar um milhão de novos médicos no mundo.
No Brasil, atualmente, o sedentarismo já custa trezentos milhões de reais por
ano ao SUS.
A falta de atividade física está ligada à ocorrência de diversas doenças crônicas,
como hipertensão, diabetes, câncer de cólon, câncer de mama, doenças isquêmicas do
coração, e depressão, entre outras enfermidades ligadas ao sedentarismo.
Caso a situação atual não seja modificada, o estudo aponta que o sedentarismo
pode contribuir para mais 215 milhões de pacientes com depressão ou ansiedade, 234
milhões de pacientes hipertensos, 3,4 milhões de pacientes com câncer e 6,6 milhões
de pessoas cardíacas.
Os autores do estudo também estimam mais 11,2 milhões de pessoas afetadas
pelo diabete tipo 2, 12,5 milhões a mais de pessoas com doença coronariana e casos
de demência em mais 15,2 milhões de pacientes no mundo todo.
O relatório mostra que os homens se envolvem em atividades físicas mais do que
as mulheres. Ainda conforme o estudo, em média 27% dos adultos no mundo não
fazem os 150 minutos por semana de exercícios recomendados pela OMS, esse
porcentual é de 31% entre as mulheres, e de 25% entre os homens.
A dica é se mexer, gente! Nem que seja fazer 3 caminhadas de 50 minutos ou 5
caminhadas de meia hora por semana.
Todo mundo, homens e mulheres devem fazer atividades físicas, para garantir
uma vida sem doenças crônicas.

